60 PMs são investigados sob suspeita de forjar atestados

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ADRIANA PIMENTEL

Inquérito Policial vai ser instaurado, e os PMs correm o risco de até serem expulsos, caso a acusação se confirme

Sessenta policiais militares estão sendo alvo de uma investigação interna na Corporação e correm o risco de serem processados por crimes graves como falsificação de documentos e falsidade ideológica, podendo ser condenados à prisão comum e até excluídos da PM. Os 60 militares são suspeitas de terem apresentado atestados médicos forjados, durante o Carnaval passado, para não trabalharem.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) deverá ser instaurado ainda esta semana. A investigação foi determinada pelo comandante-geral adjunto e chefe do Estado-Maior da PM, coronel Hélio Severiano. A reportagem descobriu que os atestados suspeitos foram apresentados em apenas dois dias de fevereiro, 15 e 16 (segunda e terça-feira de Carnaval, respectivamente), por 60 dos 250 homens enviados da Capital ao Município de Beberibe (Litoral Leste do Estado) para reforçar o policiamento no período Momino.

Estranhou

Os atestados foram entregues ao oficial que comandava o policiamento em Beberibe e este, por não ser uma autoridade médica, não teve contestar a veracidade dos documentos. Por conta disso, os policiais acabaram sendo tirados da escala, desfalcando, assim, o efetivo deslocado como reforço para o Município. Os atestados liberavam os PMs para ´descanso´, apontando doenças diversas, sendo as mais comuns dores nas pernas e braços e lombalgias.

Mas, para surpresa do Comando-Geral, vários dos 60 atestados sequer citavam qual o tipo de doença que o militar apresentava. Além disso, a maioria não estava acompanhada de um diagnóstico da enfermidade. Não havia o relato da doença nem sequer os supostos médicos que assinam os documentos preencheram o campo destinado a colocar o número (do tirpo da enfermidade) de acordo com o Código Internacional de Doença (CID). O fato causou estranheza ao Comando-Geral, que decidiu instaurar o IPM. Segundo a Assessoria de Comunicação da corporação, os atestados teriam sido, supostamente, obtidos pelos policiais junto ao Hospital Municipal de Beberibe.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, na tarde passada, o chefe da Comunicação Social do Comando-Geral da PM, major Marcus Costa, explicou que. “a quantidade de atestados chamou a nossa atenção. Muitos documentos não têm qualquer clareza em relação ao que poderia justificar a retirada dos policiais da escala de serviço. Simplesmente recomendava que o PM deveria ser encaminhado ao repouso. Acreditamos que pode ter havido algo de irregular. As suspeitas são de fraude documental e falsidade ideológica, mas isto será devidamente esclarecido no decorrer do IPM”, reforçou o oficial.

Fonte:  http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=756803

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