Na última quarta-feira (10), recebemos em nossos estúdios a senhora Damiana Sales Rodrigues, 32 anos, mãe de quatro filhos e moradora do bairro Pedreiras, em Pentecoste. Grávida de mais um filho, Damiana foi ao posto de saúde do bairro, onde realiza seu pré-natal.
Sentindo dor de dente, Damiana aproveitou o dentista para pedir uma medicação, mas o que devia ser uma consulta para aliviar as dores, se transformou em um calvário. Quando a paciente se deu conta o dentista já estava com o dente nas mãos a própria Damiana afirma que outro dentista já havia dito que ela não podia arrancar aquele dente siso aqui e no estado que ela estava de gravidez e com fortes dores.
A paciente foi pra casa, começou a passar mal e se deu conta que o seu maxilar havia se deslocado, então voltou ao posto o dentista já havia ido embora e a encaminharam pra UPA, sem poder falar, Damiana contou com a ajuda de uma cunhada, que quis saber o nome do dentista, e foi informada pela que seria o Dr Pedro, o que na verdade era mentira, nenhum dentista com nome Pedro atende naquela unidade (o verdadeiro nome do dentista é Fontenele Júnior, só depois Damiana descobriu).
Ao chegar à UPA, como de costume no atendimento de saúde de Pentecoste, a paciente passou por um atendimento ‘iô iô’ (do PSF da Pedreira foi pra UPA, da UPA pro PSF Santa Inês, do PSF Santa Inês pro Hospital e do Hospital foi encaminhada para o IJF, em Fortaleza). Depois de 6 horas rodando entre as unidades de saúde, com fortes dores, sem poder falar e sem ver seu problema ser resolvido, foi encaminhada ao hospital, esperou mais uma hora até ser atendida e o Araújo indicou seguir para o IJF em Fortaleza. A paciente esperou mais uma hora, pois havia ambulância, mas não tinha motorista. Somente às 20h Damiana foi transferida para Fortaleza. Ao chegar ao hospital em Fortaleza, para surpresa da paciente, o dentista que a atendeu em Pentecoste já estava no IJF.
Somente em Fortaleza Damiana obteve a solução para o calvário. Os profissionais do IJF colocaram o maxilar no lugar, depois de tanto sofrimento que a pentecostense passou com o atendimento precário em Pentecoste. Damiana agora esta com a cara enfaixada, deve passar quinze ou mais dias assim, e o dentista Fontenele Júnior, ofereceu um atestado médico. Damiana é diarista, um atestado não resolve nada, deverá ficar em casa, sem trabalhar, sentindo ainda algumas dores, tudo por conta de um atendimento com qualidade zero oferecido pela administração que diz construir o futuro. Lamentável.

