
“Estamos revendo a viabilidade do projeto. O Brasil tem um novo cenário de consumo de aço. O preço teve uma alta em relação ao ano passado de 2%, mas vários outros produtos e serviços tiveram uma alta com valor muito maior”, declarou ao O POVO o vice-presidente da Aço Cearense, Ian Correia.
Ian afirmou que o projeto será tocado e que seguirá viável financeiramente, mas é preciso readequar o negócio. “As siderúrgicas no Brasil estão reduzindo a produção e até fechando. Vários investimentos foram paralisados. Temos que avaliar os novos valores dos equipamentos e o novo endividamento”.
O vice-presidente deixou claro que a maior preocupação é a disponibilidade de fontes de recursos. “Está havendo uma equalização da economia do Brasil. Nós também estamos nos readequando. Pelo seu conceito, é viável, mas temos que transformar a realidade”, reiterou.
A laminadora terá a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) como fornecedora, conforme parceria firmada entre os dois empreendimentos em novembro de 2013. A CSP deve começar a operar no primeiro semestre de 2016. A capacidade plena será atingida até o final do próximo ano.
Movimentação local
Assim como a CSP atraiu novas empresas para o Ceará, a laminadora também deve fazer o mesmo. O setor metalmecânico cuida, no entanto, para que se tenha um maior percentual de produtos e serviços fornecidos localmente.
Para o presidente em exercício do Sindicato da Indústria Metalmecânica do Ceará (Simec), Ricard Pereira, as contratações da CSP estão abaixo do esperado. Mas, mesmo assim, está trazendo bons resultados.
Fonte: Portal Pecém e Jornal O Povo/Repórter: Andreh Jonathas.