
O maior reservatório da Bacia do Curu, em Pentecoste, registra 60,06% de volume, reforçando a situação confortável da nossa região.
O cenário hídrico do Ceará apresenta duas realidades em novembro de 2025: uma geral de conforto, com 57,34% dos açudes acima da metade da capacidade, e uma local, com o Açude Pereira de Miranda, em Pentecoste, destacando-se positivamente na Bacia do Curu.
Os dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) mostram que, dos 143 açudes monitorados no estado, 82 estão em níveis seguros. Contudo, para os moradores da região, a notícia mais relevante é o bom desempenho do principal reservatório local.
A Boa Notícia Local: Pereira de Miranda em Nível Confortável
O Açude Pereira de Miranda, vital para o abastecimento e os perímetros irrigados da região, incluindo Curu-Pentecoste e Curu-Paraipaba, está em excelente situação.
O reservatório, que possui capacidade total de 360.000.000, registra um volume atual de 216.220hm. Isso equivale a 60,06% de sua capacidade máxima.
A manutenção deste volume, superior à média do estado, é crucial e garante a Vazão de Perenização de $475,70 \text{ L/s}$, mantendo o fluxo contínuo do Rio Canindé e, consequentemente, do Rio Curu.
Além do Pereira de Miranda, a Bacia Metropolitana (onde Pentecoste está inserida) e a Bacia do Litoral seguem apresentando volumes sólidos, impulsionando a média estadual. O Açude Orós, o segundo maior do estado, também se mantém em um patamar elevado, com 76,21%.
O Alerta no Interior: Bacias em Situação Crítica
Apesar do otimismo em nossa região, o restante do Ceará exige cautela. O balanço total é um pouco menos favorável que o de 2024, e três bacias foram declaradas em situação crítica de escassez hídrica pelo governo: Sertões de Crateús (10,86%), Médio Jaguaribe (22,99%) e Banabuiú (29,15%).
O Açude Castanhão, o maior reservatório do Ceará, continua sendo a principal preocupação, com apenas 22,59% de sua capacidade. Os números frios mostram que 36 açudes estão abaixo de 30% e oito já atingiram o temido volume morto.
Expectativas para a Próxima Quadra Chuvosa
A esperança do sertanejo se renova com as previsões climáticas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica a possibilidade de chuvas próximas ou acima da média para o centro-norte do Nordeste, o que inclui nossa região, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.
Para o Açude Pereira de Miranda e demais reservatórios, esse aporte será fundamental para reverter a perda de volume natural que ocorre até a chegada da estação chuvosa. A gestão responsável dos $60,06 \%$ de água armazenada, aliada a um uso consciente pela população, será determinante para garantir a segurança hídrica ao longo de 2026.

