Açude Pereira de Miranda completa 69 anos em Pentecoste
O Açude Pereira de Niranda, conhecido popularmente como Pereirão, completou 69 anos de inauguração no último dia 14 de janeiro. Construído para enfrentar os períodos de seca que castigavam o interior do Ceará, o reservatório se tornou o coração de Pentecoste.
Desde então, o açude simboliza vida, resistência e esperança para gerações inteiras do Vale do Curu.

imagem de arquivo
Além disso, sua presença impulsionou o desenvolvimento local e transformou o modo de vida da população.
Inaugurado em 1957, ele permanece como uma das obras mais importantes do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Dessa forma, garante o abastecimento da cidade, o avanço da agricultura e o sustento de centenas de famílias.

História da construção do açude
A construção do Açude Pereira de Miranda começou no início da década de 1950, em um cenário de estiagem e de grandes desafios para o povo sertanejo. Na época, o projeto do DNOCS previa a criação de um grande reservatório no leito do rio Canindé, afluente da bacia do rio Curu, para garantir segurança hídrica à região.
Durante as obras, centenas de homens — conhecidos como cassacos — trabalharam com esforço e coragem.
Com ferramentas simples e muito sacrifício, eles ergueram a barragem que mudaria para sempre a história de Pentecoste.
Após sete anos de trabalho, o açude foi inaugurado em 14 de janeiro de 1957, em uma cerimônia que contou com o então presidente Juscelino Kubitschek. O nome homenageia o engenheiro José Pereira de Miranda, responsável técnico pela obra e figura importante do DNOCS.

Características e importância
O Açude Pereira de Miranda foi projetado para armazenar 395 milhões de metros cúbicos de água, tornando-se o maior reservatório da bacia do rio Curu.
Com o passar dos anos, estudos técnicos do DNOCS identificaram o assoreamento do leito, o que reduziu a capacidade total para cerca de 360 milhões de metros cúbicos.
Ainda assim, o reservatório continua essencial para o abastecimento de Pentecoste e municípios vizinhos.
Além disso, o açude exerce papel fundamental no controle de cheias, na irrigação agrícola, na piscicultura e no turismo local.
Por outro lado, a redução do volume de água chama atenção para a importância da preservação ambiental.
Atualmente, o DNOCS realiza monitoramento constante do volume e da estrutura da barragem, assegurando segurança e uso sustentável da água.
Símbolo de cultura e fé
Mais do que uma obra de engenharia, o Açude Pereira de Miranda é um símbolo de identidade e cultura para Pentecoste.
Sua imagem está presente nas lembranças de quem cresceu às margens do açude.
Enquanto isso, famílias seguem visitando o local para pescar, fazer piqueniques e apreciar o pôr do sol.
Há quem diga que “quando o Pereirão sangra, Pentecoste sorri”.
Essa expressão resume bem o sentimento do povo, que enxerga no açude um espaço de fé e convivência.
Desse modo, o Pereirão se tornou parte do cotidiano e da memória afetiva dos pentecostenses.
Assoreamento e desafios ambientais
O assoreamento é hoje um dos principais desafios ambientais enfrentados pelo Açude Pereira de Miranda.
O acúmulo de sedimentos reduziu a profundidade e a capacidade de armazenamento, o que torna urgente a adoção de medidas preventivas.
Por essa razão, projetos em parceria com escolas, associações e órgãos ambientais vêm sendo desenvolvidos.
Além de promover o reflorestamento das margens, essas ações incentivam o uso racional da água e a valorização do meio ambiente.
Assim, o açude continua sendo um patrimônio natural que precisa ser preservado para as futuras gerações.
Curiosidades
- O Açude Pereira de Miranda foi o primeiro grande reservatório do Vale do Curu.
- Muitos trabalhadores vindos de outras cidades se fixaram em Pentecoste após as obras.
- O nome popular Pereirão surgiu como forma carinhosa de se referir ao gigante que guarda as águas do município.
- O açude viveu sangrias históricas, como as de 1974 e 2009, celebradas com entusiasmo pela população.
Conclusão
Ao completar 69 anos, o Açude Pereira de Miranda reafirma seu papel como símbolo de resistência, fé e esperança para o povo de Pentecoste.
Mesmo com o assoreamento e as mudanças do tempo, ele segue firme como guardião das águas do Vale do Curu.
Portanto, é mais do que uma barragem: é um legado que une passado e futuro.
Muitos podem até esquecer a data de sua inauguração, mas o Notícias de Pentecoste não esquece.
O Pereirão é a alma viva da cidade — um patrimônio que merece ser lembrado e celebrado.