Agentes de Endemias de Pentecoste utilizam carvão devido a falta de material

O número de notificações de dengue, zika e chikungunya, na sede de Pentecoste, caiu em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na manhã desta quinta-feira, 20 de julho, estivemos no Centro de Endemias e Zoonoses, situado no bairro Vila Nova, para obtermos informações acerca dos trabalhos de combate ao Aedes Aegypti e outros causadores de doenças.
Ao aproximar-se da entrada do Ponto de Apoio é possível ver o prédio em péssimas condições. Falta componentes para a tranca do portão. O buraco da fechadura da porta principal está danificado. O banheiro, local para higiene pessoal dos funcionários, não tem porta, a caixa do vazo sanitário está quebrada e a parede possui infiltrações, sendo possível, a qualquer hora, ocorrer um rompimento da caixa d’água ocasionando em um acidente.
Além da precariedade do local, falta material de trabalho para os agentes de endemias como: lápis, borracha, prancheta, bacia, pesca larvas, lanterna, álcool, algodão, botas, fardamento, cola, lápis de cera, máscara, luvas, protetor auricular, mochila e protetor solar. 
Devido a ausência de materiais, alguns deles tem utilizado carvão para fazer o preenchimento das fichas residenciais. O fardamento pessoal é comprado com dinheiro próprio: “vai fazer quatro anos que não recebemos o material”, afirma um dos profissionais.
Uma das formas de combate ao Aedes Aegypti é utilização de uma rede coletora de insetos, conhecida como “caça larvas”. Cada agente deveria possuir três caça larvas, um para cada tipo de água, porém a realidade é outra. Alguns possuem uma, outros nada. “O problema se arrasta desde da gestão passada, na atual há muitas promessas e nenhuma ação”, afirma um profissionais.
Conforme informações obtidas em entrevista, o salário base dos agentes de endemias não está sendo pago pela Prefeitura Municipal de Pentecoste. “Só a metade do adicional de insalubridade é remunerado. Desde janeiro temos nos reunido com a gestão, já faz sete meses que ficam colocando obstáculos e dizendo que não podem pagar. Nós precisamos que nossos direitos sejam respeitados”, destaca. 
Entramos em contato com a Secretária de Governo Erika Pinho. Segundo ela nos informou, faz uma semana que recebeu a documentação, entregue pelo coordenador dos endemias, para iniciar o processo de licitação de aquisição do material necessário no trabalho da equipe.

Acompanhe o vídeo a seguir:
Por André Barros
Editor do Blog Notícias de Pentecoste

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