A decisão é uma resposta à intransigência dos banqueiros, que negaram todas as reivindicações dos bancários e apresentaram como proposta de reajuste apenas a reposição da inflação de 4,29%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Mais de 500 bancários participaram da assembleia para deflagrar a greve por tempo indeterminado, ratificando assim, a decisão de cruzar os braços dos trabalhadores do resto do País, que lutam pelas suas reivindicações.
Reivindicações
– 11% de reajuste salarial.
– Piso salarial de R$ 1.510 para portaria, R$ 2.157 para escriturário (salário mínimo do Dieese), R$ 2.913 para caixas, R$ 3.641 para primeiro comissionado e R$ 4.855 para primeiro gerente.
– PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos.
– Aumento para um salário mínimo (R$ 510) dos valores do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá.
– Previdência complementar em todos os bancos.
– Proteção à saúde do trabalhador, que inclua o combate às metas abusivas, ao assédio moral e à falta de segurança.
– Medidas para proteger o emprego, como garantias contra demissões imotivadas, reversão das terceirizações e fim da precarização dos correspondentes bancários.
– Mais contratações para amenizar a sobrecarga de trabalho, acabar com as filas e melhorar o atendimento ao público.
– Planos de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos.
