Não tem dia fixo nem convite formal. Porém, quando os amigos se reúnem na calçada do Rafael, em Pentecoste, o encontro acontece de forma espontânea — e sempre com muito sabor.

Cada um entra com o que tem
O esquema é simples e, além disso, completamente colaborativo. Um chega com pescada fresquinha, outro traz tucunaré, tem quem apareça com carne e outros contribuem com o que podem — Coca-Cola, cerveja ou acompanhamentos. Por isso, Rafael entra como o grande maestro: é ele quem faz tudo acontecer na brasa.
No encontro mais recente, por exemplo, o cardápio contou com pescada e tucunaré d’água doce, direto do Pereirão, assados na brasa. Além disso, ainda teve ovo de panga e cabeça de panga cozida para completar a festa.
Uma turma animada
A calçada reuniu gente de diferentes cantos de Pentecoste. Entre os presentes, estiveram o Professor Tatá, o Secretário de Infraestrutura Hermes Matos, o popular vendedor de milho verde Gereba, o professor de Educação Física Wellington Piaba, o Ferreira, vigilante da Escola Francisco Sá, e Deir da Santina, que, como sempre, não resistiu a um bom papo político. Além deles, muitos outros amigos também marcaram presença.
O tempero do Rafael
Quem estava lá garantiu: o segredo está no tempero. Por isso, não faltaram elogios. “Ele tem os dotes culinários bem ativados”, destacou o Professor Tatá. Já Rafael, humilde como sempre, atribuiu o sucesso à companhia: “A gente trabalha pra quê? Pra comer.”
Portanto, se um dia a profissão mudar, é só colocar o avental e abrir o churrasco para a vizinhança — o talento já está mais do que provado.
Mais que comida
Esses encontros na calçada do Rafael viraram, com o tempo, um símbolo de algo raro: amizade de verdade, sem cerimônia. Ao longo dos encontros, já saíram de lá paneladas, carneiros, porcos assados e, agora, belas pescadas. No entanto, o prato principal é sempre o mesmo — o convívio entre amigos.
Assim, quando os amigos se reunirem de novo, a calçada já sabe o que fazer.