Ceará retoma cultura do algodão, o “ouro branco”, com apoio técnico e sementes gratuitas. Programa estadual gera 15 mil empregos em 18 cidades.

Ceará aposta na revitalização do “ouro branco”
O Governo do Ceará lançou um programa estadual de revitalização da cultura do algodão, também conhecido como o “ouro branco”. A iniciativa promete gerar 15 mil empregos diretos, beneficiando 18 municípios cearenses e marcando o início de um novo ciclo da cotonicultura no estado.
O projeto tem como foco o apoio técnico aos agricultores, a distribuição gratuita de sementes e o fortalecimento da agricultura familiar, estimulando o dO Governo do Ceará lançou um programa estadual de revitalização da cultura do algodão, também conhecido como o “ouro branco”. A iniciativa promete gerar 15 mil empregos diretos, beneficiando 18 municípios cearenses e marcando o início de um novo ciclo da cotonicultura no estado.
O projeto tem como foco o apoio técnico aos agricultores, a distribuição gratuita de sementes e o fortalecimento da agricultura familiar, estimulando o desenvolvimento sustentável nas regiões produtoras.
Além disso, a ação faz parte das estratégias do governo para diversificar a produção agrícola e resgatar a importância histórica do algodão na economia cearense.
Desse modo, o estado busca unir tradição e inovação para fortalecer o setor rural.
Fonte: Diário do Nordesteesenvolvimento sustentável nas regiões produtoras.
A ação faz parte das estratégias do governo para diversificar a produção agrícola e resgatar a importância histórica do algodão na economia cearense.
Fonte: Diário do Nordeste

Novo ciclo do algodão e municípios beneficiados
O programa da Secretaria do Desenvolvimento Agrário prevê o fortalecimento da cadeia produtiva do algodão com assistência técnica, treinamento de produtores e transferência de tecnologia.
Além disso, estão previstas parcerias com instituições financeiras, como o Banco do Nordeste (BNB), para facilitar o acesso a linhas de crédito específicas para o setor.
Dessa forma, o governo pretende garantir segurança financeira e apoio contínuo aos agricultores.
As cidades contempladas nesta primeira fase são: Acopiara, Arneiroz, Aiuaba, Catarina, Caucaia, Iguatu, Independência, Itatira, Jaguaruana, Morada Nova, Novo Oriente, Ocara, Parambu, Pedra Branca, Quixadá, Quixeramobim, Quiterianópolis e Tauá.
Enquanto isso, o estado deverá atingir 5 mil hectares de área plantada, com uma média de dois a três empregos por hectare, movimentando a economia local e regional.
Fonte: Governo do Ceará
O auge do algodão no Ceará: o “ouro branco”
Durante as décadas de 1950 a 1970, o Ceará viveu o auge da cotonicultura. O algodão era o principal produto agrícola do estado e responsável por impulsionar o comércio, a exportação e a geração de renda em várias regiões.
O produto ficou conhecido como “ouro branco” por sua importância econômica e simbólica. No Sertão Central, cidades como Quixeramobim e Quixadá prosperaram com o cultivo, que também se expandiu para o Vale do Jaguaribe.
O Ceará chegou a liderar a produção nacional de algodão na déDurante as décadas de 1950 a 1970, o Ceará viveu o auge da cotonicultura. Naquele período, o algodão era o principal produto agrícola do estado e responsável por impulsionar o comércio, a exportação e a geração de renda em várias regiões.
Por sua relevância econômica e simbólica, o produto ficou conhecido como “ouro branco”.
No Sertão Central, cidades como Quixeramobim e Quixadá prosperaram com o cultivo, enquanto o Vale do Jaguaribe consolidou-se como polo de referência.
Além do mais, o Ceará chegou a liderar a produção nacional de algodão na década de 1970, sendo reconhecido pela qualidade das fibras e pelo volume de colheita.
Fonte: Revista da UNIFACScada de 1970, sendo referência em qualidade e volume de produção.
Fonte: Revista da UNIFACS
O declínio e os desafios da cotonicultura
A partir dos anos 1980, a cotonicultura começou a perder força. A chegada do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura, aliada à falta de investimentos e políticas de incentivo, causou o declínio da produção.
Com o tempo, muitos agricultores migraram para outras culturas mais seguras.
No entanto, o novo ciclo surge como uma oportunidade de reconstrução, com foco em sustentabilidade, inovação e controle fitossanitário.
Assim, o Ceará busca evitar os erros do passado e fortalecer a cadeia produtiva de forma moderna e eficiente.
Fonte: Diário do Nordeste
Revitalização e perspectivas para o futuro
A retomada da cotonicultura representa mais do que o retorno de uma cultura agrícola: simboliza o resgate da identidade produtiva do povo cearense.
Com tecnologia, capacitação e apoio governamental, o estado quer consolidar um modelo sustentável que fortaleça a agricultura familiar e gere oportunidades no campo.
Além disso, o novo ciclo deve impactar diretamente pequenos produtores e cooperativas rurais, estimulando a economia local e abrindo espaço para novas parcerias com o setor têxtil.
Por fim, o programa reafirma o compromisso do Ceará com o desenvolvimento social e econômico de suas comunidades.
Fonte: Opinião CE