Vamos falar de voto. Mas o que simbolicamente representa o voto?? Será que temos a consciência disso? Porque quando vamos para prática, percebemos o quanto a valorização “cambial” do voto representa para um eleitor e para o candidato. A população fica eufórica nesta época, porque é um tempo provisório para arranjar um “bico”, um trabalho ou mesmo um dinheirinho fácil. É neste período que as relações ficam divididas, entre partidos e partidários do mesmo município. As articulações dos eleitores e candidatos são feitas com o objetivo de sobrepor os opostos partidos políticos, buscando garantir a oportunidade de quatro anos administrando a cidade.
É aí que vamos entender as perguntas feitas anteriormente. Quanto vale um voto? Até que ponto está garantindo os interesses coletivos frente aos interesses particulares dos que compram e vendem seus votos? Reclamamos de corrupção, de desvios de verbas, propinas, escândalos políticos no cenário brasileiro, mas na hora das eleições, caem por terra todos os nossos “princípios éticos”, se é que temos! Refletir sobre o voto como sendo a participação popular, escolher os nossos representantes, aqueles que vão administrar com responsabilidades. Dessa forma, quando trocamos o nosso voto pelo saco de cimento, areia, tijolos e outros materiais, ficam o questionamento, se somos, capazes de entender a gravidade de perder um voto pelos interesses particulares.
Vamos compreender! Por que as nossas escolas são precárias, sem ensino de qualidade? E a saúde, como vai, lotação e mortes nos corredores dos hospitais? E quanto aos mendigos e miseráveis, que fazer com eles? Cadê os projetos políticos que desenvolvem nossos bairros e cidades? Não é difícil de explicar que tudo isso acontece porque escolhemos mal os nossos representantes. Mas vão dizer que isso é histórico! Mas será que vamos justificar nossos erros pelo passado e continuar errando, ver se pode isso! Na hora do voto, é importante pensar essas questões… Mas de novo vão falar, temos que aproveitar mesmo, porque depois das eleições, os políticos esquecem nós. Aí que está o erro! Se vivemos numa democracia em que escolhemos os políticos, teoricamente temos o direito de tirá-lo diante de má conduta que o mesmo pode causar perante a sociedade, portanto o nosso poder não termina nas eleições, mas começa a partir das escolhas que fizemos durantes as eleições. Tudo isso, é para não deixamos as nossas organizações e instituições caírem nos descréditos e deixar tudo nas mãos dos incompetentes políticos.
Vamos cobrar mais dos políticos, concretizar bons projetos, desenvolver nossas escolas, melhorar a saúde publica, oferecer mais emprego, enfim colocar indivíduos com uma visão política coletiva e indivíduos conscientes. Pensamos nisso!
(Jocélio Moraes)