Tendo expandido consideravelmente a produção, ele se prepara agora para vender a água do coco
Foi apostando no potencial do que para muitos parecia apenas um produto a ser descartado que o empresário Emanoel Gurgel conseguiu se tornar um dos principais produtores, no Ceará, de briquetes – espécie de blocos compactos feitos de material energético e usados como combustível para caldeiras.

Um dos materiais utilizados pelo empresário para a fabricação dos briquetes é a casca do coco, os quais comercializa com pizzarias e padarias da Capital cearense, usados como combustível para fornos FOTO: KIKO SILVA
Três anos atrás, Gurgel começou a utilizar materiais diversos, muitos deles encontrados em sua própria fazenda, em no município de Pentecoste, para produzir os briquetes e vendê-los a pizzarias e padarias da Capital cearense.
Com a expansão da atividade, a fábrica em Pentecoste ampliou o leque de clientes. “Vendemos também para fábricas de papelão, de tinturaria e para indústria em geral”, afirma.
Um dos materiais utilizados pelo empresário é a casca do coco, a qual é comumente enviada a aterros sanitários sem que lhe seja dada nenhuma outra utilidade. Grande parte da poda de árvores realizada em Fortaleza – que da mesma forma era encaminhada ao aterro de Fortaleza – também era destinada à fazenda em Pentecoste.
Nova empreitada
Tendo expandido consideravelmente a produção de briquetes, Gurgel se prepara agora para uma nova empreitada. Ele começou neste ano a plantar coco e, no próximo semestre, pretende comercializar a água do fruto. Após a obtenção da água, a ideia é aproveitar a casca do coco para fabricar os briquetes. O bagaço da casca do coco será também usado no processo de compostagem, através do qual será criado adubo orgânico. Este, complementa, será usado na plantação de novos frutos.
Diversificação
“Então, vamos começar lá do plantio da semente do coqueiro e vamos entregar para o mercado parte como água e outra como briquete. Vai ser um ciclo, indo do coco ao coco”, diz. A ideia é vender a água de coco no mercado nacional, começando por Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. Para o empresário, o segredo do sucesso se deve à ideia de aproveitamento do material. “Tento tirar tudo que posso do que tenho. Penso que aquela casca de coco, por exemplo, não deve ir pro lixo. Ela pode ser usada”, fala. (JM)
Diário do Nordeste