
Pentágono confirma ter plano de contingência para a queda do ditador venezuelano, após ultimato de Trump ser ignorado em Caracas.
Tensão Máxima no Caribe: Venezuela Vira Palco de Escalada Militar
A crise política na Venezuela atingiu um novo patamar de tensão internacional, com os Estados Unidos elevando o tom e a presença militar na região do Caribe. O Pentágono, por meio de sua porta-voz Kingsley Wilson, confirmou que o governo americano possui uma “resposta planejada e pronta” caso o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deixe o poder.
Embora os detalhes exatos desse plano de contingência não tenham sido revelados, a declaração sinaliza que Washington está ativamente se preparando para cenários pós-Maduro. A movimentação acontece logo após um ultimato do presidente Donald Trump ao líder venezuelano ser aparentemente ignorado.
📞 O Ultimato de Trump e a Recusa de Maduro
Fontes diplomáticas indicam que, em uma conversa telefônica no final de novembro, o presidente Donald Trump ofereceu a Maduro e seus aliados uma chance de fuga imediata do país. O objetivo seria abrir caminho para a instalação de um governo democrático em Caracas.
A negociação, contudo, travou em pontos cruciais. Maduro teria aceitado abrir mão do poder político, mas exigiu manter o comando das Forças Armadas, condição rejeitada pelos EUA. Além disso, o líder venezuelano teria feito pedidos não aceitos por Trump, como anistia para ele e sua família e a remoção das sanções econômicas aplicadas pelos americanos.
O prazo desse ultimato expirou na última sexta-feira (28 de novembro), sem que houvesse qualquer sinal de renúncia por parte de Nicolás Maduro, acentuando a crise.
🚢 Operação Lança do Sul e o Narcotráfico
A intensa movimentação militar dos EUA no Mar do Caribe é justificada oficialmente como parte da “Operação Lança do Sul”. O foco desta operação é o combate e desmantelamento de redes de narcotráfico na América Latina e no Caribe. O governo Trump acusa formalmente Maduro de envolvimento direto com narcoterrorismo, usando a pauta da segurança regional para intensificar a pressão.
As ações recentes incluem ataques a embarcações suspeitas de transporte de drogas e uma orientação para fechamento total do espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela para companhias aéreas americanas, citando o agravamento da segurança.
O Olhar do Nordeste para a Crise
A situação na Venezuela, embora distante, tem grande ressonância social e econômica no Nordeste brasileiro. A instabilidade no país vizinho é uma das maiores causas do fluxo migratório para o Brasil, especialmente para estados do Norte, mas que repercute em toda a federação.
O posicionamento duro dos EUA, com a confirmação de um “plano de contingência”, eleva a incerteza regional. É crucial que o Brasil, um ator-chave na América do Sul, monitore a situação de perto, buscando caminhos diplomáticos que evitem uma escalada de violência e que garantam a proteção dos direitos humanos em nosso continente. A Venezuela, ao ignorar o ultimato, força o mundo a aguardar qual será o próximo passo de Washington.