Este é o segundo caso de troca de cadáveres, entre o Hospital Geral de Fortaleza e o Serviço de Verificação de Óbitos
Quando o corpo chegou do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) na casa da família em Maranguape, onde todos estavam preparados para o velório, familiares constaram que o corpo velado não era do parente.
A família, então, mandou o corpo de volta ao SVO, na busca de encontrar o verdadeiro cadáver de Edielson. O SVO, por sua, vez não soube informar de quem era aquele corpo, informando que aquele seria o único que tinha vindo do HGF. A família seguiu para o hospital à procura de Edielson. Chegando lá, nenhuma informação sobre o paradeiro.
Somente às 15 horas, Patrícia Coelho, prima do rapaz, disse ao Jangadeiro Online ter sido informada que o Edielson Soares estava vivo e permanecia recolhido à CPPL III. E que, na verdade, outro detento havia morrido na sexta-feira passada, vítima de meningite e, por engano, foi encaminhado ao HGF com a documentação de Edielson.
A informação sobre o equívoco teria sido passada por uma funcionária da CPPL, identificada por Célia, a mesma que telefonou para a família comunicando a morte do detento. Por telefone, Célia disse à produção daTV Jangadeiro que não poderia falar sobre o caso, pois tinha “outros assuntos importantes para resolver”.
Patrícia Coelho disse ainda ao Jangadeiro Online que recebeu informação de um funcionário do SVO que é o segundo caso de troca de corpos, vindos do HGF, em oito dias. “O sofrimento é tanto da gente, como da família do preso que morreu e mandado ao hospital como se fosse o meu primo”, afirmou.
O Jangadeiro Online entrou em contato com o HGF e SVO. A assessoria de imprensa do hospital não atendeu as ligações. Já a direção do SVO não quis comentar o caso. Mas segundo um funcionário, que preferiu não se indentificar, este é o segundo caso de troca de cadáveres, entre o hospital e o Serviço de Verificação de Óbitos, em oito dias.
Redação Jangadeiro Online