RIO DE JANEIRO – A falta de informações sobre os pais, que moram no distrito de São José do Ribeirão, em Bom Jardim, e as notícias de que o número de mortos poderia dobrar de um dia para o outro transformaram a gerente de uma academia em Niterói, Andréia Azevedo, de 37 anos, em chefe de equipe de resgate. Na manhã desta sexta-feira, ela alugou um helicóptero e enfrentou o mau tempo para buscar os pais, o agrônomo Ivair Azevedo, de 60, e a dona de casa, Maria de Lourdes, de 59. Com umas 500 pessoas, eles estavam ilhados e alojados no Colégio Estadual João Brasil. Apesar do esforço da filha, seu Ivair preferiu ficar em Bom Jardim e ajudar a reconstruir a cidade onde nasceu.
– Estava aflita, assustada. Não pensei duas vezes. Endividei-me e aluguei um helicóptero. Só que meu pai não quis vir. Ele morou muito tempo em São Paulo e há uns anos voltou para a cidade onde nasceu. Agora, não quis deixá-la. Ao menos trouxe minha mãe e estou aliviada – contou Andréia.
O Globo