
“Palhaçada nunca foi aquilo que sempre fiz no picadeiro, palhaçada se faz de verdade é aqui no Congresso Nacional”. Foi isso que entendi nas sábias palavras do ilustre parlamentar Deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, “o Tiririca”. “No circo sempre fiz as pessoas rirem e no Congresso Nacional as pessoas riem de mim.”
Gente, o circo lá na Câmara dos Deputados que a excelência anuncia é bem mais divertido e, obstante ao mundo real, a ficção mora bem pertinho da gente, um picadeiro onde o povo não tem voz nem vez, apenas faz o pacote e manda pra lá na impressão de que vão nos representar. É de causar dó e pena se pensar que o nosso país chegue a lugar nenhum com essa representatividade do qual faz parte o nosso palhaço, ele mesmo anuncia: “aqui os interesses são particulares e nessa circunstância não sei se vale a pena perder a minha identidade de palhaço, para ganhar uma identidade de parlamentar!” Se bem que o eleitorado não tá nem aí pela sua representação política ou por projetos ousados para sanar nosso Brasil ou tirá-lo da miséria. Tempo de eleição é tempo de especulações…
Vocês entenderam a mensagem? Foi isso mesmo que o deputado quis dizer? Ser questionada a sua idoneidade política por não tentar a sua recondução ao cargo acho meio desprezível, algo um tanto o quanto constrangedor ou pessoal e talvez que nem por isso possa chamá-lo de honesto. Se pelo menos tivesse tido a hombridade de entregar-lhe o cargo ao sentir-se prejudicado em sua nova empreitada! Assim sendo, quem sabe pudesse ficar na história. Mas isso não seria demais? Tire as suas próprias conclusões, ate porque era esperar demais de um homem rude que teve a oportunidade de ganhar uns trocados a mais e de maneira fácil entregar-lhe em função da descrença política. Na qual esteja refletida a sua visão prefiro acreditar que não seja de costume a suprema corte aplaudir…
De pronto sei que lá chegou e sei também que teve a honrosa missão de armar seu circo num lugar em que todos são artistas (palhaços) e para eles pouco importa sorrir ou não, é que o sorriso anda meio sisudo de birô a birô se não levar uma recomendação ou se seu ingresso não tiver trânsito livre às emendas parlamentares. Se é que alguém ainda acredite em dez por cento! Nunca faça isso, é melhor reservar os trinta porque são muitos pra provar ou aprovar a fatia. Ao cronista se faz acreditar que palhaço nessa casa legislativa anda em extinção, a vez agora é dos Ilusionistas, esses, sim, tem demais, são mágicos de carteirinhas capazes até de transportarem nas cuecas milhões de dólares, será porque o depósito bancário lhes causa insatisfação? Ou será pela ousadia dos bandidos em estourarem bancos demais? E assim se tripudia a olhos nus o nosso eleitorado, quando elege a cargos públicos os seus criados-mudos… Será que eleger por protestos seja grande coisa? Que computem os primeiros votos! É Brasilll…