Gonzaga Barbosa em: MAJESTADE: O BECO

Assim descreveu Aurélio em seu despojar A
MAJESTADE: BECO, “Rua estreita e curta,
em geral fechada num extremo”
. Um beco que pela sua cultura itinerante
jamais podemos chamá-lo de viela; ou pequena rua, porque lá avante se perdura e
se pondera muita gente boa, pensadores e criadores de belas, tão belas artes…
De poetas pensadores a educadores detentores do saber. Ou artistas plásticos em
seu divã e profetas que vêem a chuvas como seu primeiro escalão, movidos pela
justa razão de achar que um dia ainda há de chover! Sobretudo um beco, que acolhe
todos nós, cada um com seus delírios, mas sem muito se comover. Além de escutar
um emaranhado de histórias e ascender o seu amor à poesia.  Um velho beco que de longe se ler o
pensamento vivo de Louis Bonald: “A
cultura forma sábios; a educação homens”.
É assim que fala um BECO em sua
mais singela harmonia!
            E
foi assim, motivados pelo patriotismo e o amor à arte que os idealizadores
dessa ONG, não mediram esforço para divulgar quem quer que fosse. A priori, até
divulgar artistas vindos de outras regiões. Em outros casos, a versatilidade
desse velho cronista. E foi desta feita que em 2012 artistas do Jacu venceram o
preconceito para se emanarem ao futuro com a mesma missão dos artistas da
Paulicéia, que cultuaram com muito esmero a semana de arte moderna em 1922; movimentos
esses que se comparando definem totalmente a extensão territorial de um beco do
interior à uma extensa avenida paulista. 
Cada um com seus sonhos, modo, estilo e indiferenças a cada canto ou
encanto. E que não me falhe a memória uma luta em conjunto, ou confronte para
que no futuro a arte não encontre sua morte súbita nem seu despudor.  Uma corrente literária unida para que os seus
destinos não morram em parceria!
                        Falo de um beco que se mostra tímido,
mas não pega na alça do caixão, um beco que por estar sempre vivo incomoda os
alvitres do passado.  Não pela sua desvalorização,
mas, de certa forma, pelo o que se deixou de fazer em virtude de sua omissão. O
que deveria ser missão ou cumprimento do dever… Questionamentos são inúmeros,
e às vezes se pergunta!  o porquê de um
beco incomodar mais do que acomodar? Portanto, que se tornem ousados todos
moradores desse país em reservar parte do seu beco para dar novo sentido à vida,
dar longevidade ao saber. De certa forma ou não, será um grande privilégio ser visto
por quem foi criado para oferecer reforço escolar a uma juventude tão escrava
do saber! Que não seja tudo isso um dissabor, mas uma solução para o futuro.
Ler e aprender em qualquer lugar do mundo mesmo que seja nas dependências de um
tímido beco chamado de BECO CULTURAL. Que seja essa a sua grande missão: educar
pra não punir o homem.
Gonzaga Barbosa em a CRÔNICA do mês. Dedicação
especial: Ana Maria, Erandi Muniz, Beto Cruz… e a todos os apreciadores do
nosso BECO CULTURAL DE APUIARÉS.

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