
A volta da Guanabara em Pentecoste é uma vitória para a mobilidade local, mas o sentimento nas ruas indica que a conquista ainda está incompleta. Após um longo período de dependência exclusiva das lotações, o retorno da empresa traz esperança, mas os horários atuais ignoram a realidade de quem precisa da capital para serviços essenciais.
Ouvindo o clamor da população em nossas redes sociais, percebemos que a principal reclamação foca na ausência de viagens no turno da manhã. Para o cidadão que precisa realizar consultas médicas, exames ou resolver pendências bancárias e burocráticas em Fortaleza, sair ao meio-dia ou à tarde torna o deslocamento inviável.
O risco da linha ociosa em Pentecoste
A lógica do passageiro é prática: sem uma opção às 5h ou 6h da manhã, a dependência das lotações continua por pura necessidade. Existe um receio real de que a baixa ocupação nos horários vespertinos sirva de justificativa para a empresa retirar a linha novamente, alegando falta de demanda.
Ajustes necessários para o bem comum
A Expresso Guanabara precisa alinhar a oferta com a necessidade real do povo. O “bate e volta” só faz sentido se o trabalhador e o paciente puderem chegar cedo ao destino. Não basta o ônibus estar na rodoviária; ele precisa ser útil para a rotina de quem acorda cedo e faz a economia girar.
O Notícias de Pentecoste segue acompanhando e cobrando que o transporte atenda, de fato, o interesse público. O povo não quer apenas o retorno da marca; quer horários que respeitem a dignidade e a pressa de quem precisa da capital.