
Há mais de dois anos, dei uma palestra no STJ e ouvi de um Ministro as seguintes palavras: “Pastor Darckson, as Igrejas não vão conseguir segurar por muito tempo, o que é um pensamento que vem sendo normatizado no mundo todo e que em diversos estados no Brasil já são fatos estabelecidos nos tribunais (inferiores) de primeira instância”.
Já havia segundo dizem, mais de mil decisões favoráveis nos tribunais inferiores em todo o país.
Ai está eminente amigo, o cumprimento de seus vaticínios!
Consideremos outro aspecto:
O Supremo Tribunal Federal não legitimou o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, mas o reconhecimento da união estável.
Como sempre tenho dito, somos incapazes de analisar um fenômeno por mais simples que seja como um todo, e precisamos com humildade, chamar os saberes e ciências, as experiências e vivências para – com respeito à percepção uns dos outros – formar uma visão.
Esse assunto é coisa “prá mais de uma milha de discussão” (que tal, anos luz?) a Imprensa em suas diversas modalidades tem debatido à exaustão, e como sempre tenho dito, cada um vai ficar exatamente com a opinião que sempre teve!
O fato é que em um país laico – diferente de uma “República Islâmica do Irã” ou uma Monarquia Absolutista como o Vaticano – as autoridades Judiciárias não podem orientar-se pelos pressupostos da Bíblia ou do Corão.
O que reivindicam os defensores das causas GLST (não sei se já parou ai a sigla porque parece que já falam em “LGBTTTS”) é que os “casais” (os que não aceitam o termo para pessoas do mesmo sexo falam em “duplas”, não sei se isso a essa aturas altera algo) tenham certos direitos legais, como pensão, aposentadoria, planos de saúde e financiamento conjunto, direito à herança do parceiro, etc.
Não tenham duvida, que o casamento é o próximo passo de uma grande guerra, pela forte relação de direitos que historicamente a religião deteve sobre a instituição matrimonial.
Afinal, a “união estável” é uma forma “light” (não deixa de ser uma espécie de casamento), que por sinal já é realizado em Igrejas voltadas com mais exclusividade para os homossexuais e outras denominações não–homossexuais, que facultam o direito deles à participação nesse “serviço” religioso.
No aspecto legal como se diz nos Estados Unidos é “Just a matter of time”.
É uma questão espinhosa, que mexe com o âmago da civilização, que se vê ameaçada ou condenada ao extermínio se tal mentalidade “pega” – mas, será que os homens e mulheres “heteros” deveriam manifestar tal espécie de temor?
Por outro lado, se alguém pretende buscar apoio para tais práticas, tentando respaldar-se na Escritura Judaico – Cristã, vai estar em sérias dificuldades exegéticas e homiléticas, porque os textos que condenam tal conduta são vigorosos e difíceis de suportar interpretação contrária.
Pode se tentar descredenciar os textos do Antigo Testamento em nome da caduquice de um sistema legal, mas restam as palavras de Paulo, que são bastante enfáticas na desaprovação à causa dos homossexuais.
Mas os juízes da Suprema Corte compreendendo a natureza da fé religiosa, e justamente por ela não ter uma unanimidade, os grupos humanos possuírem diferentes “escrituras” díspares e em muitos pontos importantes completamente antagônicos – para não falar da nebulosidade das interpretações oriundas da subjetividade humana – optaram por estabelecer regras objetivas, que fossem originadas de situações concretas tais como: os “casais de gays ou lésbicas” – (segundo pesquisas 60 mil na região sudeste afora os “que estão nos armários”) –, são cidadãos que pagam seus impostos, dividem despesas, geram receita, são parte da dinâmica econômica social, gozam de cidadania plena, e devem ter os direitos supracitados assegurados.
Os insignes ministros, não permitiram que tendências religiosas ou políticas, provocassem qualquer forma de inclinação que comprometesse a integridade de seu julgamento. Se tal tivesse acontecido – diante da enorme pressão das Igrejas, parlamentares e outros grupos majoritários – com certeza o resultado seria previsível.
Acredito sim, que devemos seguir o mesmo “modus operandi” de Jesus – o que evidentemente estamos longe de conseguir – para quem sabe, obter os resultados que ele obteve.
Que os grupos religiosos se organizem, unam-se na tentativa de ser “sal”, com capacidade de influenciar a sociedade pelo seu testemunho e à partir daí, tenho certeza que “ as demais coisas serão acrescentadas”…
Talvez se a sociedade perceber que a Igreja está mais interessada em dar do que em tirar dela, de que nossos grandes tele-evangelistas e mega ministérios estão com o coração realmente apaixonado pelo nosso povo e pela reestruturação e bem-estar dos individuos, ai então nossos discursos e gritos sejam mais considerados (?).
A decisão do Supremo não me espanta!
Eles não são crianças nem ingênuos – como a maioria do nosso povo – e sabem muito bem até as reais motivações dos que “agitam bandeiras evangélicas e católicas” contra a causa GLS.
Há uma guerra declarada pelo “Poder”!
E nessa guerra, Bíblias, Igrejas e seguidores que enchem templos, não passam (na mão de inescrupulosos) de “bucha de canhão”, degraus para que os que os manipulam cheguem à hegemonia.
Os que são realmente cidadãos do Reino saberão como reagir, se comportar e que armas usar nessa luta contra “principados e potestades”.
Caso vidas sejam conquistadas pelo poder do Espírito Santo, pela instrumentalidade das intercessões que venham de um grande avivamento espiritual, se pregações autênticas forem ministradas e se Deus perceber que as motivações são nobres e os objetivos legítimos, talvez não necessitemos ficar fazendo “lobbys” no Congresso que já se viu não seguram nada!
Para acalmar um pouco o choque de tão fragorosa derrota, que tal pensarmos um pouco em outros “probleminhas” que não vejo nas programações evangélicas nem nas Igrejas serem abordados?
4.876 homicídios de jovens por ano!
1 milhão de abortos.
650 mil idosos espancados por ano.
8 milhões de crianças abandonadas.
2 milhões vivendo nas esquinas e praças.
43 milhões abaixo da linha da pobreza.
14 milhões de Analfabetos (sem enumerar os que estão dentro das faculdades)…
42 mil pessoas mortas no trânsito por ano (equivalente às 2 guerras do Vietnan).
Milhões de sem teto!
Não creio então que devamos pensar nessa decisão do Supremo como uma vitória dos gays e lésbicas, porque eles simplesmente defenderam o que julgavam ser direito deles e a casa magna deferiu unanimemente – segundo os cânones da razão jurídica – o que lhes pareceu justo em um regime democrático onde o direito de minorias precisa ser assegurado, e o estado de direito mantido.
Se há alguma coisa a se perguntar diante dessa decisão é: para onde foi a influência da Igreja e dos valores que ela prega neste mundo?
Não falo política, midiática e econômica, porque essa não pára de crescer, e já se viu que não resolve.
Já havia segundo dizem, mais de mil decisões favoráveis nos tribunais inferiores em todo o país.
Ai está eminente amigo, o cumprimento de seus vaticínios!
Consideremos outro aspecto:
O Supremo Tribunal Federal não legitimou o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, mas o reconhecimento da união estável.
Como sempre tenho dito, somos incapazes de analisar um fenômeno por mais simples que seja como um todo, e precisamos com humildade, chamar os saberes e ciências, as experiências e vivências para – com respeito à percepção uns dos outros – formar uma visão.
Esse assunto é coisa “prá mais de uma milha de discussão” (que tal, anos luz?) a Imprensa em suas diversas modalidades tem debatido à exaustão, e como sempre tenho dito, cada um vai ficar exatamente com a opinião que sempre teve!
O fato é que em um país laico – diferente de uma “República Islâmica do Irã” ou uma Monarquia Absolutista como o Vaticano – as autoridades Judiciárias não podem orientar-se pelos pressupostos da Bíblia ou do Corão.
O que reivindicam os defensores das causas GLST (não sei se já parou ai a sigla porque parece que já falam em “LGBTTTS”) é que os “casais” (os que não aceitam o termo para pessoas do mesmo sexo falam em “duplas”, não sei se isso a essa aturas altera algo) tenham certos direitos legais, como pensão, aposentadoria, planos de saúde e financiamento conjunto, direito à herança do parceiro, etc.
Não tenham duvida, que o casamento é o próximo passo de uma grande guerra, pela forte relação de direitos que historicamente a religião deteve sobre a instituição matrimonial.
Afinal, a “união estável” é uma forma “light” (não deixa de ser uma espécie de casamento), que por sinal já é realizado em Igrejas voltadas com mais exclusividade para os homossexuais e outras denominações não–homossexuais, que facultam o direito deles à participação nesse “serviço” religioso.
No aspecto legal como se diz nos Estados Unidos é “Just a matter of time”.
É uma questão espinhosa, que mexe com o âmago da civilização, que se vê ameaçada ou condenada ao extermínio se tal mentalidade “pega” – mas, será que os homens e mulheres “heteros” deveriam manifestar tal espécie de temor?
Por outro lado, se alguém pretende buscar apoio para tais práticas, tentando respaldar-se na Escritura Judaico – Cristã, vai estar em sérias dificuldades exegéticas e homiléticas, porque os textos que condenam tal conduta são vigorosos e difíceis de suportar interpretação contrária.
Pode se tentar descredenciar os textos do Antigo Testamento em nome da caduquice de um sistema legal, mas restam as palavras de Paulo, que são bastante enfáticas na desaprovação à causa dos homossexuais.
Mas os juízes da Suprema Corte compreendendo a natureza da fé religiosa, e justamente por ela não ter uma unanimidade, os grupos humanos possuírem diferentes “escrituras” díspares e em muitos pontos importantes completamente antagônicos – para não falar da nebulosidade das interpretações oriundas da subjetividade humana – optaram por estabelecer regras objetivas, que fossem originadas de situações concretas tais como: os “casais de gays ou lésbicas” – (segundo pesquisas 60 mil na região sudeste afora os “que estão nos armários”) –, são cidadãos que pagam seus impostos, dividem despesas, geram receita, são parte da dinâmica econômica social, gozam de cidadania plena, e devem ter os direitos supracitados assegurados.
Os insignes ministros, não permitiram que tendências religiosas ou políticas, provocassem qualquer forma de inclinação que comprometesse a integridade de seu julgamento. Se tal tivesse acontecido – diante da enorme pressão das Igrejas, parlamentares e outros grupos majoritários – com certeza o resultado seria previsível.
Acredito sim, que devemos seguir o mesmo “modus operandi” de Jesus – o que evidentemente estamos longe de conseguir – para quem sabe, obter os resultados que ele obteve.
Que os grupos religiosos se organizem, unam-se na tentativa de ser “sal”, com capacidade de influenciar a sociedade pelo seu testemunho e à partir daí, tenho certeza que “ as demais coisas serão acrescentadas”…
Talvez se a sociedade perceber que a Igreja está mais interessada em dar do que em tirar dela, de que nossos grandes tele-evangelistas e mega ministérios estão com o coração realmente apaixonado pelo nosso povo e pela reestruturação e bem-estar dos individuos, ai então nossos discursos e gritos sejam mais considerados (?).
A decisão do Supremo não me espanta!
Eles não são crianças nem ingênuos – como a maioria do nosso povo – e sabem muito bem até as reais motivações dos que “agitam bandeiras evangélicas e católicas” contra a causa GLS.
Há uma guerra declarada pelo “Poder”!
E nessa guerra, Bíblias, Igrejas e seguidores que enchem templos, não passam (na mão de inescrupulosos) de “bucha de canhão”, degraus para que os que os manipulam cheguem à hegemonia.
Os que são realmente cidadãos do Reino saberão como reagir, se comportar e que armas usar nessa luta contra “principados e potestades”.
Caso vidas sejam conquistadas pelo poder do Espírito Santo, pela instrumentalidade das intercessões que venham de um grande avivamento espiritual, se pregações autênticas forem ministradas e se Deus perceber que as motivações são nobres e os objetivos legítimos, talvez não necessitemos ficar fazendo “lobbys” no Congresso que já se viu não seguram nada!
Para acalmar um pouco o choque de tão fragorosa derrota, que tal pensarmos um pouco em outros “probleminhas” que não vejo nas programações evangélicas nem nas Igrejas serem abordados?
4.876 homicídios de jovens por ano!
1 milhão de abortos.
650 mil idosos espancados por ano.
8 milhões de crianças abandonadas.
2 milhões vivendo nas esquinas e praças.
43 milhões abaixo da linha da pobreza.
14 milhões de Analfabetos (sem enumerar os que estão dentro das faculdades)…
42 mil pessoas mortas no trânsito por ano (equivalente às 2 guerras do Vietnan).
Milhões de sem teto!
Não creio então que devamos pensar nessa decisão do Supremo como uma vitória dos gays e lésbicas, porque eles simplesmente defenderam o que julgavam ser direito deles e a casa magna deferiu unanimemente – segundo os cânones da razão jurídica – o que lhes pareceu justo em um regime democrático onde o direito de minorias precisa ser assegurado, e o estado de direito mantido.
Se há alguma coisa a se perguntar diante dessa decisão é: para onde foi a influência da Igreja e dos valores que ela prega neste mundo?
Não falo política, midiática e econômica, porque essa não pára de crescer, e já se viu que não resolve.
Melhor eu deixar de filosofar, porque “só se permanece realmente filósofo quando se fica em silêncio”.
Darckson Lira.