“Esses dois deputados ficaram à margem da bancada e essa postura terá repercussões no partido. Eu prefiro não antecipar essas repercussões porque não é uma decisão do líder, mas uma atitude coletiva da bancada”, disse Teixeira.
Para o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), os dois parlamentares “cometeram um equívoco grave” – votaram no reajuste para R$ 560, proposto pelo DEM, em vez de defender os R$ 545 propostos pelo Executivo. “Eu acho que esses deputados já devem estar com a consciência pesada, mas o que vai ser feito sobre isso é discussão de partido e não do governo”, ressaltou o líder.
Segundo Teixeira, os petistas que faltaram à sessão também serão chamados para explicações. Ele adiantou que alguns deputados estavam em missão oficial e outro teve de passar por uma cirurgia e, por isso, terão a falta justificada.
Base – As dissidências de partidos da base, por outro lado, foram minimizadas pelo líder do governo, especialmente em relação ao PDT. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) chegou a apresentar emenda contrária ao texto do governo. Estima-se que cerca de 16 deputados da base votaram contra a orientação do governo, que obteve no mínimo 350 votos favoráveis nas três votações nominais que enfrentou na noite de quarta-feira.
“As dissidências foram residuais e serão tratadas como uma questão secundária. O PDT, anunciado como problema da votação foi, na verdade, parte das soluções, já que o governo obteve a maioria do partido”, disse Vaccarezza.
PMDB
Os dois líderes elogiaram o desempenho do PMDB, que mobilizou todos os seus 77 deputados a favor do governo. “O PMDB percebeu que não é mais apenas aliados, mas parte do mesmo barco que o governo”, avaliou o líder do PT. Vaccarezza, por sua vez, disse que não houve surpresas no resultado peemedebista. “Há quase um mês eu já tinha dito que o PMDB iria votar com o governo. Isso não foi uma decisão fortuita, foi uma política construída ao longo do tempo”, afirmou.
O líder do governo informou que vai se reunir na próxima terça-feira (22) com os líderes dos partidos aliados para definir uma pauta de prioridades comum. Ele adiantou que a votação das medidas provisórias e de tratados internacionais deverá ser discutida no encontro.”
(Jornal da Câmara)