Mais rebeliões são registradas no Complexo Penitenciário de Itaitinga, diz Sindasp

A vistoria e busca de corpos, ação planejada pelo sindicato dos agentes penitenciários, ainda não ocorreu e foi solicitado reforço da Polícia Militar para conter as rebeliões nas CPPLs I, II, III e IV
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FOTO: MAURI MELO
Até o momento, a Sejus confirmou duas mortes. Mais três corpos foram achados carbonizados na antiga Carrapicho, conforme a DHPP
Após a volta dosagentes penitenciários àsunidades cearenses, novas rebeliõesforam deflagradas pelos presos na tarde deste domingo, 22, noComplexo Penitenciário de Itaitinga, a 27 km de Fortaleza. As informações foram repassadas ao O POVO pelo presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário (Sindasp-CE), Valdemiro Barbosa. A Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus) não confirma as novas rebeliões. 
A vistoria e busca de corpos, ação planejada pelo sindicato, ainda não ocorreu e foi solicitado reforço da Polícia Militar para conter as rebeliões nas CPPLs I, II, III e IV. Um efetivo de 250 PMs, do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque) e Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). 
“Entrei em contato com o chefe do gabinete do governador, que enviou cerca de 250 homens para lá . Os nossos três grupos táticos estão por lá e pedi aos agentes que estão de folga para dar reforço nos plantões”, explicou Valdomiro. 
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”Nós não temos armamento, munição, efetivo e treinamento para combater o crime da forma que está nas penitenciárias. Os internos estão soltos nos presídios”, lamentou o presidente, criticando ainda a postura do secretário de Justiça de “colocar a culpa nos agentes”. 
O POVO Online entrou em contato com a assessoria da Casa Civil, que informou que a Sejus está respondendo as demandas.
Greve
O fim da greve dos agentes penitenciários foi acordado no início da noite de sábado, 21, entre o Governo do Estado e o Sindicato da categoria. A categoria passará a receber 70% de gratificação em janeiro de 2017 e, em 2018, atingirá os 80% em janeiro e os 100% em novembro. 
A volta imediata dos agentes penitenciários ao trabalho foi condição dada pelo Governo para conceder o pleito à categoria. A paralisação começou à meia-noite de sábado e durou até o fim da tarde, enquanto uma sequência de rebeliões, mortes, protestos e confrontos foram registrados no sistema prisional cearense.
Redação O POVO Online com informações da repórter Jéssika Sisnando

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