O programa Gente na TV visitou um dos mais conhecidos pontos de prostituição de Fortaleza, a avenida Francisco Sá, em Fortaleza, e constatou diversos casos de exploração de mulheres. Segundo o depoimento de uma das entrevistadas, grávida de cinco meses, os programas custam no máximo R$ 15, mas algumas delas já venderam o corpo até por algumas moedas.
Outra mostrou o valor apurado em uma noite de trabalho. A quantia somada deu R$ 2,60. A entrevistada disse que geralmente o dinheiro é destinado à compra de crack.
De acordo com ela, cerca de sete mulheres grávidas, incluindo adolescentes, fazem ponto no local, e alguns clientes preferem as gestantes.
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Três filhos abandonados
Entre os depoimentos, chamou a atenção o de uma jovem grávida. Ela contou à reportagem que já teve três filhos e os abandonou. “Não tem para amor”, disse a mulher quando perguntada sobre o que sentia pelos bebês.
Algumas delas relataram que as profissionais do sexo chegam a realizar 15 programas por noite, o que faz aumentar o risco de transmissão de doenças contagiosas, como a AIDS.
Pedido
Uma jovem de 27 anos aproveitou a presença da equipe na avenida Francisco Sá para pedir ajuda. Ela confessou ser usuária de drogas e precisar fazer programas a contragosto para se manter. “Não tenho ninguém por mim e preciso me virar”, conta.
Ela fez seu primeiro programa aos 15 anos e ganhou as ruas após se viciar em crack. “Comecei com bebidas e depois fui experimentando drogas, hoje luto para me livrar do vício”, disse.
Resposta
A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) disse em nota enviada ao Portal Jangadeiro Online que no momento não há nenhuma ação específica na avenida Francisco Sá.
O órgão afirmou que acompanha crianças e adolescentes em casos de violação dos direitos humanos e os encaminhando a órgão competentes e projetos sociais espalhados por diversas localidades de Fortaleza.
Nos casos de exploração sexual, as crianças e adolescentes são encaminhadas para o projeto Rede Aquarela, que abrange a articulação das ações de enfrentamento à violência sexual em Fortaleza, oferecendo abrigo especializado, quando necessário, e equipe de acompanhamento.
Diante da denúncia, o programa Ponte de Encontro enviará uma equipe ao local para acompanhar os casos. Demais denúncias podem ser feitas através do Disque Direitos Criança e Adolescente – DDCA (0800 285 0880).
Confira matéria exibida no programa Gente na TV:
