Pecém pode concentrar cargas do Nordeste

 O Terminal Portuário do Pecém, apontado como o porto brasileiro geograficamente mais bem localizado para o comércio marítimo através do Canal do Panamá, já deverá receber o impacto da ampliação do istmo a partir do próximo ano, com criação de novas linhas de navegação. Segundo garante a Cearáportos, empresa responsável pela administração do porto, o Pecém tem se preparado para se tornar um hub port não só do Nordeste, como do Brasil.
“A abertura do Canal do Panamá, com 81 quilômetros de extensão, ligando o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, claro, pode ser uma grande aposta para o setor portuário, tanto do Ceará quanto do Brasil, abrindo oportunidades para que o Estado possa vir a se tornar um grande concentrador de cargas na região, e no País”, acredita, Erasmo Pitombeira, presidente da Cearáportos. Segundo ele, a travessia pelo canal é a mais interessante, por exemplo, para cargas que venham da China – hoje principal parceira comercial do Ceará – para a costa leste brasileira.
E como o Pecém é o primeiro ponto de atracação de navios vindo do norte e com capacidade de receber as embarcações de grande porte, o terminal possui potencial para ser um porto concentrador de cargas.
Novas possibilidades
Os primeiros movimentos que mostram o impacto que a expansão do canal trará para o terminal portuário cearense já começam a ser percebidos. De acordo com o diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, Francisco Oliveira, os armadores já estão em conversação com a direção da companhia para estudar possibilidades de novas linhas de navegação.
“A CMA CGM, que já opera no Porto de Mucuripe e de Natal (no Rio Grande do Norte), está estudando novas rotas pelo Pecém, partindo, provavelmente, para a Europa e Estados Unidos”, adianta.
“Com a nova estrutura que o Pecém está preparando, os armadores já estão estudando a ampliação de linhas. Com certeza, o porto irá atrair mais navios e mais linhas de navegação saindo do Pecém, com a expansão do Canal do Panamá”, garante.
Conforme o diretor da Cearáportos, o impacto já começará a ser sentido no próximo ano. “O Pecém estará preparado”, confirma Oliveira.
Mercado
Como a ampliação do canal tornará mais rápido o trânsito de navios entre a Ásia e o Brasil, ele vê uma janela de oportunidades para o comércio exterior cearense. Entre as possibilidades de negócios, o diretor cita a exportação de minério de ferro, que hoje já é feita pela empresa Globest, que leva o minério extraído do Interior do Ceará para a China pela rota mais longa, que passa pelo Canal da Boa Esperança, no sul da África.
Fonte: Diário do Nordeste/Repórter: Sérgio de Sousa e Portal Pecém

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