Polícia Presidiário é o principal suspeito de comandar atentado à residência de promotor, diz MP

Após operação que prendeu 28 pessoas em Pedra Branca, o Ministério Público do Ceará (MPCE) informou nesta sexta-feira que investigações concluíram que o preso Geovane Pereira de Sousa, condenado por sequestro de uma empresária e por chefiar tráfico de drogas, é o principal acusado de ser o mandante do atentado à residência oficial do promotor João Pereira Filho, em julho deste ano.
De acordo com o integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Manoel Epaminondas, as investigações do MP em conjuto com a Polícia Federal chegaram ao mandante do crime. “Graças às investigações, conseguimos fazer a ligação entre Geovane e todos os crimes”
Conforme o Ministério Público do Ceará (MPCE), o suspeito foi preso em 2007 na Casa de Privação Provisória de Liberdade II (CPPL II), em Itaitinga. Geovane foi condenado pelo sequestro de uma empresária, chefiava o tráfico de drogas em Pedra Branca e comandava assaltos e execuções de dentro da cadeia, através de telefone celular.
As investigações dos serviços de inteligência do Gaeco e da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) duraram três meses e a operação que prendeu 28 pessoas, foi desencandeada na madrugada de quinta-feira (8), nos municípios de Pedra Branca, Boa Viagem, Independência e Quixeramobim. Apesar disso, quatro pessoas continuam foragidas.
Geovane Pereira de Sousa, que está preso na Casa de Privação Provisória de Liberdade II (CPPL II), em Itaitinga, foi condenado pelo sequestro de uma empresária, chefiava o tráfico de drogas em Pedra Branca e comandava assaltos e execuções de dentro da cadeia, através de telefone celular.
Além do combate ao tráfico, as ações do Ministério Público e das instituições de segurança pública sequestraram bens móveis e imóveis, bloquearam contas bancárias e apreenderam armas, veículos, aparelhos de telefone celular.
Para o promotor de Justiça da comarca de Pedra Branca, João Filho, a experiência que desmantelou a quadrilha de narcotraficantes foi uma oportunidade às autoridades locais de conhecer como ocorre a estrutura do crime organizado.
O MPCE destacou que a operação objetivou a interrupção de atividades criminosas, mostrando à sociedade que ela não está desprotegida, e que o poder público não pode sofrer intimidações.
As informações foram repassadas durante entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira (9), no auditório da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), por Manoel Epaminondas, o delegado da Delegacia de Narcóticos (DENARC), Pedro Viana, o delegado titular de Pedra Branca, Carlos Teófilo, o coronel da Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol) de Segurança Pública, Carlos Ribeiro, e o promotor de Justiça da comarca de Pedra Branca João Pereira Filho.
DN

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