O crime de furto qualificado mediante fraude foi ajuizado no Tribunal de Justiça, segundo nota divulgada ontem no site da Procuradoria.
A descoberta da ligação clandestina na fazenda do prefeito aconteceu quando a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), motivada por reclamações de moradores, realizou vistoria na rede de abastecimento.
O “gato” de Higino Lessa provocava falta de água em três povoados: Cabaças, Traíras e Capim. O prefeito mantém na fazenda um parque de vaquejada – atividade recreativa-competitiva onde cavalos são utilizados para conduzir bois.
O furto de água não é o único escândalo ligado ao prefeito de Campo Grande desde que ele foi reeleito, em 2008. No início de seu segundo mandato, relatório do Conselho Estadual de Educação do Estado de Sergipe incluiu o nome de Higino Lessa entre os políticos alagoanos beneficiados por um centro educacional que emitia certificados de conclusão de curso falsificados.
No ano passado, o petebista chegou a ser afastado do cargo por dois meses enquanto uma denúncia de compra de votos era apurada.