Promotor eleitoral compara candidato que compra a um pistoleiro

“Os dois têm a mesma índole porque a trajetória é a mesma”, explicou o promotor José Deus

Por: Márcio Dornelles

No dia nacional das audiências públicas, transcorrido na última quinta-feira (9), os membros da justiça eleitoral do município do Crato reuniram-se com candidatos, presidentes de partidos, cabos eleitorais e estudantes para explicar as novas regras das eleições de outubro próximo. O evento ocorreu no auditório do Teatro Salviano Arrais com o tema Eleições limpas, não vendo meu voto.
O juiz eleitoral da 27ª zona do Crato, Antonio Vandenberg Francelino Freitas disse que a intenção, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Associação dos Magistrados Brasileiros e diversas outras entidades, é criar uma cultura mais consciente na responsabilidade de escolher os governantes para o País. “A orientação da Justiça é que o eleitor repudie o candidato que queira adquirir votos através da compra, sob pressão ou de qualquer meio que não seja o de convencimento através de propostas viáveis”, disse o juiz.
O promotor eleitoral José de Deus Martins explicou que a ética não é responsabilidade apenas do candidato, é também do eleitor, que não deve permitir a compra de seu voto e faça valer o próprio dever cívico de escolher seu dirigente. O promotor comparou o candidato comprador de votos a uma pessoa que contrata um pistoleiro para ceifar a vida de alguém.
“Os dois têm a mesma índole porque a trajetória é a mesma”, explicou José Deus, acrescentando que, quando o candidato compra o voto ou contrata alguém para esse serviço, “ele está matando a democracia, a tranqüilidade, a paz e atirando contra a justiça”, ressaltou o promotor, alertando que os eleitores não deixem que isto aconteça.
*Matéria do repórter Wilson Rodrigues. A matéria completa está no Jornal do Cariri desta semana.

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