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O Açude de Pentecoste, carinhosamente chamado de Pereira de Miranda, vive um momento de grande expectativa neste início de ano. O inverno de 2026 começou a dar sinais claros no dia 27 de janeiro, trazendo esperança para todo o Vale do Curu.

Para o agricultor pentecostense, as primeiras chuvas representam a promessa de vida e fartura. Ver a semente germinar e o campo ganhar o tom verde é o combustível que move o nosso povo sertanejo.
Já para os criadores de animais, o alívio é imediato diante das dificuldades enfrentadas na entressafra. O pasto que começa a brotar garante o sustento do rebanho e a dignidade de quem vive da pecuária.
O volume real do Açude de Pentecoste
Atualmente, o Açude de Pentecoste apresenta um volume de 199,71 milhões de m³, o que equivale a 55,48% de sua capacidade. É importante lembrar que, após levantamentos do DNOCS, a capacidade real do reservatório é de 360 milhões de m³.
Para que o “Pereirão” receba uma recarga significativa, as águas precisam vencer um grande desafio geográfico. Existem cerca de 1.500 pequenos açudes acima dele que funcionam como barreira para o escoamento direto.
Somente quando esses reservatórios menores sangram é que a água chega com força total ao gigante. Por isso, cada milímetro de chuva nas cabeceiras é monitorado com atenção por toda a comunidade.
O sonho da Cota 58 e a saudade de 2009
A população aguarda ansiosamente que o nível da água atinja a Cota 58, ponto exato da sangria. Atualmente na cota 54,38 m, ainda faltam pouco mais de três metros para o espetáculo começar.
O jejum de transbordamento já dura 17 anos, pois a última sangria registrada ocorreu em 2009. Jovens que nasceram naquela época ainda não tiveram o prazer de ver a água correndo pelo vertedouro.
O Açude de Pentecoste (Pereira de Miranda) conta atualmente com 199,71 milhões de m³, o que representa 55,48% de sua capacidade total atualizada de 360 milhões de m³.
O momento da sangria ocorre quando o reservatório atinge a Cota 58. Atualmente, a cota registrada é de 54,38 m, restando pouco mais de 3,6 metros para o transbordamento.
A última sangria oficial do gigante de Pentecoste ocorreu no ano de 2009. Desde então, a população aguarda por um inverno generoso para ver o vertedouro em operação novamente.
A redução na capacidade máxima deve-se ao processo de assoreamento e ao novo levantamento técnico (batimetria) realizado pelo DNOCS, que atualizou o volume real que o reservatório consegue comportar hoje.
Isso acontece porque há cerca de 1.500 pequenos açudes acima do Pereira de Miranda. Primeiro, esses reservatórios precisam sangrar; em seguida, o fluxo de água avança com força até o açude principal, garantindo o aumento gradual do volume.