Armas de fogo são utilizadas pelos criminosos para ameaçar de morte as vítimas durante os sequestros na Capital
FOTO: KID JÚNIOR
Romério Almeida, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ressalta que os criminosos passaram a agir de bairros da periferia e passam menos tempo com as vítimas no carro
FOTO: ALANA ANDRADE
Notebooks e bolsas no banco do carro chamam a atenção de bandidos
Vítimas são levadas por criminosos armados e tornam-se reféns por alguns minutos, mas este tempo vira pesadelo
O estudante sai da academia de ginástica. No momento em que entra em seu carro é surpreendido por três bandidos, aparentemente adolescentes. Com armas apontadas em sua direção, o jovem é obrigado a entregar as chaves do veículo e acaba empurrado para o banco traseiro. Dali em diante, passará cerca de meia hora em poder dos assaltantes juvenis, que farão saques em sua conta bancária nos caixas eletrônicos.
A cena descrita acima aconteceu há duas semanas na periferia de Fortaleza. O jovem (identidade preservada) conseguiu escapar com vida da empreitada criminosa praticada por três adolescentes, que acabaram presos num cerco do Ronda do Quarteirão. Mas, poderia ser qualquer cidadão fortalezense, já que os sequestros-relâmpagos, ou ´roubos com restrição da liberdade´, como a Polícia prefere chamar, voltaram a inquietar a população da Capital cearense e a preocupar as autoridades.