Pentecoste, 15 de janeiro de 2026 – A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma técnica de enfermagem que filmou um paciente internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital privado de Fortaleza.
A decisão foi proferida pela juíza Maria Rafaela de Castro, da 13ª Vara do Trabalho, após comprovação de que a conduta da profissional violou princípios éticos e a dignidade do paciente.

Imagem ilustrativa de paciente na UTI
A técnica havia sido dispensada em dezembro de 2024 e recorreu para tentar reverter a demissão para sem justa causa, alegando 18 anos de dedicação à instituição. A sentença, no entanto, confirmou a justa causa com base nas provas apresentadas.
Técnica de enfermagem filmou paciente UTI e quebrou dever ético
De acordo com o processo, câmeras internas registraram a profissional utilizando o celular pessoal para filmar o paciente na UTI, que estava com faixas de contenção e demonstrou desconforto ao tentar cobrir o rosto durante a gravação.
A juíza classificou o ato como “gravemente inadequado”, por expor um paciente em tratamento intensivo sem autorização e causar constrangimento.
O hospital ainda relatou que a profissional teria deixado o paciente descoberto e exposto ao frio enquanto fazia a filmagem.
Justiça reafirma que técnica de enfermagem filmou paciente UTI
Para a magistrada, a atitude da trabalhadora feriu os princípios da ética e do tratamento humanizado.
Ela destacou que a profissional deveria ter comunicado a situação aos superiores técnicos – como médicos ou enfermeiros-chefes – em vez de recorrer à gravação.
A sentença também ressaltou que o uso de celulares em áreas críticas como a UTI é restrito, justamente para preservar a privacidade e segurança dos pacientes.
Técnica de enfermagem filmou paciente UTI e teve justa causa confirmada
As imagens foram apresentadas como prova principal pela defesa do hospital, junto com registros de advertências e suspensões anteriores.
Mesmo com longa experiência, o histórico funcional da técnica continha outras falhas disciplinares.
A Justiça entendeu que a soma dos fatores configurou falta grave, justificando a demissão por justa causa.
Com isso, a ex-funcionária não terá direito ao FGTS nem ao seguro-desemprego, embora ainda possa recorrer da decisão.
Caso da técnica que filmou paciente UTI serve de alerta para profissionais
Especialistas em direito trabalhista e bioética apontam que o caso reforça a importância de respeitar o sigilo profissional e a dignidade do paciente.
O uso indevido de celulares em ambientes hospitalares pode gerar sanções disciplinares e jurídicas, especialmente quando há exposição de pessoas em tratamento.
A decisão também tem impacto financeiro e moral para a profissional, além de destacar a necessidade de formação contínua em ética hospitalar.
O processo segue sob segredo de justiça, preservando a identidade dos envolvidos.