Técnicos responsáveis pela assistência técnica de reassentamento rural do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) estão impedindo a entrada e saída de funcionários e visitantes na sede do Instituto nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizada na avenida José Bastos, na manhã desta quarta-feira, 13.
Segundo o superintendente do Incra no Ceará, Raimundo Cruz, os trabalhadores são contratados por meio de um convênio com o Sebrae, que acaba de ser extinto. De acordo com ele, para regularizar a situação do grupo, é necessário rescindir com o Sebrae para contratar novo convênio.
Raimundo Cruz informa ainda que o Sebrae já enviou pedido para rescindir o convênio. “Vamos aceitar e publicar a rescisão. Com isso, podemos imediatamente fazer novo contrato, com base na nova lei de assistência técnica”, disse o superintendente ao O POVO Online.
Ainda conforme o superintendente, o Incra já tentou negociar com os trabalhadores e apelar para o “bom senso”. “Os técnicos radicalizaram, estão impedindo inclusive a saída do superintendente”, afirmou. O grupo travou elevadores e bloqueou passagens de rampas e escadas do prédio.
Raimundo assumiu a superintendência do Incra no Ceará no início do mês de julho. “Com uma semana, querem que a gente resolva todos os problemas da reforma agrária. Não é assim”, disse.
O superintendente informa ainda que entrou com pedido de reintegração de posse da sede do Incra, para que as pessoas presas no prédio sejam liberadas. “Estou tomando essa atitude com muito pesar, pois sempre tive uma boa relação com o MST. Mas como gestor público, tenho que fazer isso”, declarou Raimundo Cruz ao O POVO Online.