Tecnologia em Pentecoste: 25 anos de evolução

A história da tecnologia em Pentecoste não é feita apenas de máquinas, mas das lentes e memórias daqueles que registraram o crescimento de nossa gente. Certamente, há 25 anos, o cenário da evolução tecnológica em nossa cidade era um desafio de paciência e puro talento. Enquanto hoje o digital domina tudo de forma instantânea, no passado cada ferramenta de tecnologia exigia um esforço monumental de profissionais que, com o tempo, se tornaram lendas locais.

Câmera fotográfica analógica Yashica 2000N com flash acoplado, símbolo da tecnologia em Pentecoste nos anos 90.

O pioneirismo de Moésio Gomes e a chegada da informática

Em primeiro lugar, falar sobre a chegada da tecnologia em Pentecoste sem citar Moésio Gomes é impossível. Isso porque, em uma época onde a informática era um mistério completo, Moésio foi o visionário que abriu as portas das novas tecnologias. Além disso, seus cursos não ensinavam apenas a digitar; eles apresentavam ferramentas de tecnologia digital para jovens que viam naquelas máquinas a chance de um futuro moderno.

Da mesma forma, sua Lan House era o ponto de encontro central da tecnologia em Pentecoste. Naquele local, muitos tiveram o primeiro contato com a internet, aprendendo a lidar com recursos de tecnologia da informação que ainda pareciam infinitos e, por vezes, desafiadores para quem estava começando.

Filmadora de ombro Sharp Jetzoom 12, modelo utilizado por cinegrafistas como Mark Screen em Pentecoste.

As lentes que eternizaram gerações: De Trancinha a Tenor e Cláudia

A fotografia e sua evolução tecnológica possuem uma linhagem de mestres em nossa terra. Nos baús de Pentecoste, encontramos registros feitos pela tecnologia analógica do lendário Trancinha. Através de suas lentes, a tecnologia fotográfica de antigamente permitia que os pais acompanhassem o crescimento dos filhos em álbuns que hoje são tesouros.

Outro nome que usou a tecnologia da imagem para deixar um legado foi o saudoso Chico Frauzino. Chico levava a tecnologia das câmeras para a zona rural, garantindo que o registro chegasse a todos. Dando continuidade a esse uso da tecnologia em Pentecoste, o casal Tenor e Cláudia segue em plena atividade, adaptando-se às modernas tecnologias digitais com o mesmo olhar atento de sempre. Somam-se a eles nomes como Thor, Seu Ananias e Everardo, pilares dessa história.

Dando continuidade a esse legado de excelência, temos o casal Tenor e Cláudia. A boa notícia para a nossa cultura é que eles ainda estão em plena atividade. Com o mesmo carinho de décadas atrás, eles seguem adaptados às novas câmeras digitais, mas mantendo a essência do olhar atento que só quem viu a transição do filme para o sensor possui. Somam-se a eles nomes como o saudoso Thor Fotógrafo, o Seu Ananias e o Everardo Fotografias, pilares da nossa história.

Monóculos de fotografia coloridos em tons de verde, vermelho, azul e oliva; uma tecnologia nostálgica usada para visualizar fotos em Pentecoste antes da era digital.

O luxo do monóculo e a era das filmadoras de ombro

Quem viveu essa época lembra bem do monóculo. Aquela pecinha de plástico colorida que a gente aproximava do olho para ver a foto contra a luz. Com a chegada da fotografia colorida, o monóculo tornou-se um verdadeiro luxo em Pentecoste. Era a tecnologia da época permitindo que víssemos o mundo em cores, de forma compacta e quase mágica, encantando crianças e adultos.

Já no setor do vídeo, o peso era literal. Os profissionais como o meu amigo Marcos Ramos (Mark Screen) e o parceiro Janduí carregavam filmadoras imensas de ombro. Registravam casamentos e batizados com fitas VHS, um trabalho braçal que exigia muito esforço físico e precisão. Não podemos esquecer do saudoso Genaro, que em suas horas vagas também se dedicava à arte de filmar, registrando momentos importantes da nossa sociedade com o mesmo afinco dos grandes produtores.

Disquete de 3,5 polegadas para armazenamento de dados, usado nos primeiros cursos de informática de Moésio Gomes.

O lazer nas mãos de Auricélio e Raí: As locadoras de vídeo

Paralelo à produção de imagens, o lazer do pentecostense passava obrigatoriamente pelas locadoras de vídeo. O ponto de partida foi com o nosso amigo Auricélio, que cultivou o hábito do cinema em casa para muitos de nós. Posteriormente, ele passou a “peteca” para o Raí, que deu continuidade ao negócio por muito tempo.

Era um ritual sagrado de fim de semana: escolher o filme pela capa, levar a fita para casa e, claro, nunca esquecer de rebobinar antes de devolver para não pagar multa. Esse ecossistema tecnológico, que hoje parece rudimentar diante do streaming, foi a base da nossa formação cultural visual.

Hoje, ao olharmos para o passado, percebemos que a tecnologia em Pentecoste evoluiu de forma astronômica. No entanto, o talento humano daqueles profissionais é o que deu alma às máquinas. Seja no curso do Moésio, nas caminhadas de Chico Frauzino ou no estúdio de Tenor e Cláudia, a nossa história continua viva graças a quem teve a coragem de domar a tecnologia de cada época.

Perguntas Frequentes sobre a História de Pentecoste (FAQ)

Quem foi o pioneiro da informática em Pentecoste?

O grande pioneiro foi Moésio Gomes, responsável por trazer os primeiros cursos de informática e a primeira grande Lan House para a cidade, conectando a população ao mundo digital.

Quais eram as principais locadoras de vídeo da cidade?

As locadoras mais marcantes foram as de Auricélio e, posteriormente, a de Raí, que foram fundamentais para o lazer e acesso ao cinema na era das fitas VHS.

Quem são os fotógrafos mais antigos de Pentecoste?

Nomes como Trancinha e o saudoso Chico Frauzino são os mais antigos. Além deles, profissionais como Thor, Seu Ananias, Everardo e o casal Tenor e Cláudia (ainda em atividade) registraram gerações.

O que era o monóculo na fotografia antiga?

O monóculo era uma peça de plástico onde se visualizava uma foto colorida contra a luz. Foi um grande luxo antes da popularização das câmeras digitais.

Para você que gosta de história e tecnologia, confira estes links importantes:

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