A história da tecnologia em Pentecoste não é feita apenas de máquinas, mas das lentes e memórias daqueles que registraram o crescimento de nossa gente. Certamente, há 25 anos, o cenário da evolução tecnológica em nossa cidade era um desafio de paciência e puro talento. Enquanto hoje o digital domina tudo de forma instantânea, no passado cada ferramenta de tecnologia exigia um esforço monumental de profissionais que, com o tempo, se tornaram lendas locais.

O pioneirismo de Moésio Gomes e a chegada da informática
Em primeiro lugar, falar sobre a chegada da tecnologia em Pentecoste sem citar Moésio Gomes é impossível. Isso porque, em uma época onde a informática era um mistério completo, Moésio foi o visionário que abriu as portas das novas tecnologias. Além disso, seus cursos não ensinavam apenas a digitar; eles apresentavam ferramentas de tecnologia digital para jovens que viam naquelas máquinas a chance de um futuro moderno.
Da mesma forma, sua Lan House era o ponto de encontro central da tecnologia em Pentecoste. Naquele local, muitos tiveram o primeiro contato com a internet, aprendendo a lidar com recursos de tecnologia da informação que ainda pareciam infinitos e, por vezes, desafiadores para quem estava começando.

As lentes que eternizaram gerações: De Trancinha a Tenor e Cláudia
A fotografia e sua evolução tecnológica possuem uma linhagem de mestres em nossa terra. Nos baús de Pentecoste, encontramos registros feitos pela tecnologia analógica do lendário Trancinha. Através de suas lentes, a tecnologia fotográfica de antigamente permitia que os pais acompanhassem o crescimento dos filhos em álbuns que hoje são tesouros.
Outro nome que usou a tecnologia da imagem para deixar um legado foi o saudoso Chico Frauzino. Chico levava a tecnologia das câmeras para a zona rural, garantindo que o registro chegasse a todos. Dando continuidade a esse uso da tecnologia em Pentecoste, o casal Tenor e Cláudia segue em plena atividade, adaptando-se às modernas tecnologias digitais com o mesmo olhar atento de sempre. Somam-se a eles nomes como Thor, Seu Ananias e Everardo, pilares dessa história.
Dando continuidade a esse legado de excelência, temos o casal Tenor e Cláudia. A boa notícia para a nossa cultura é que eles ainda estão em plena atividade. Com o mesmo carinho de décadas atrás, eles seguem adaptados às novas câmeras digitais, mas mantendo a essência do olhar atento que só quem viu a transição do filme para o sensor possui. Somam-se a eles nomes como o saudoso Thor Fotógrafo, o Seu Ananias e o Everardo Fotografias, pilares da nossa história.

O luxo do monóculo e a era das filmadoras de ombro
Quem viveu essa época lembra bem do monóculo. Aquela pecinha de plástico colorida que a gente aproximava do olho para ver a foto contra a luz. Com a chegada da fotografia colorida, o monóculo tornou-se um verdadeiro luxo em Pentecoste. Era a tecnologia da época permitindo que víssemos o mundo em cores, de forma compacta e quase mágica, encantando crianças e adultos.
Já no setor do vídeo, o peso era literal. Os profissionais como o meu amigo Marcos Ramos (Mark Screen) e o parceiro Janduí carregavam filmadoras imensas de ombro. Registravam casamentos e batizados com fitas VHS, um trabalho braçal que exigia muito esforço físico e precisão. Não podemos esquecer do saudoso Genaro, que em suas horas vagas também se dedicava à arte de filmar, registrando momentos importantes da nossa sociedade com o mesmo afinco dos grandes produtores.

O lazer nas mãos de Auricélio e Raí: As locadoras de vídeo
Paralelo à produção de imagens, o lazer do pentecostense passava obrigatoriamente pelas locadoras de vídeo. O ponto de partida foi com o nosso amigo Auricélio, que cultivou o hábito do cinema em casa para muitos de nós. Posteriormente, ele passou a “peteca” para o Raí, que deu continuidade ao negócio por muito tempo.
Era um ritual sagrado de fim de semana: escolher o filme pela capa, levar a fita para casa e, claro, nunca esquecer de rebobinar antes de devolver para não pagar multa. Esse ecossistema tecnológico, que hoje parece rudimentar diante do streaming, foi a base da nossa formação cultural visual.
Hoje, ao olharmos para o passado, percebemos que a tecnologia em Pentecoste evoluiu de forma astronômica. No entanto, o talento humano daqueles profissionais é o que deu alma às máquinas. Seja no curso do Moésio, nas caminhadas de Chico Frauzino ou no estúdio de Tenor e Cláudia, a nossa história continua viva graças a quem teve a coragem de domar a tecnologia de cada época.
Perguntas Frequentes sobre a História de Pentecoste (FAQ)
O grande pioneiro foi Moésio Gomes, responsável por trazer os primeiros cursos de informática e a primeira grande Lan House para a cidade, conectando a população ao mundo digital.
As locadoras mais marcantes foram as de Auricélio e, posteriormente, a de Raí, que foram fundamentais para o lazer e acesso ao cinema na era das fitas VHS.
Nomes como Trancinha e o saudoso Chico Frauzino são os mais antigos. Além deles, profissionais como Thor, Seu Ananias, Everardo e o casal Tenor e Cláudia (ainda em atividade) registraram gerações.
O monóculo era uma peça de plástico onde se visualizava uma foto colorida contra a luz. Foi um grande luxo antes da popularização das câmeras digitais.
Saiba Mais (Links e Referências)
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