O transporte coletivo em Pentecoste vive hoje um cenário de total abandono. Antigamente, a Viação Brasileiro garantia o deslocamento diário de centenas de passageiros com extrema regularidade. No entanto, o cenário atual mostra cidades como Pentecoste, Apuiarés e General Sampaio praticamente isoladas. Consequentemente, o direito de ir e vir do cidadão sofre ataques constantes pela falta de linhas públicas eficientes.

Ônibus da Viação Brasileiro representando o transporte em Pentecoste.
O Impacto do Isolamento Regional
Em primeiro lugar, devemos analisar como a ausência de ônibus afeta diretamente a economia local. Muitos trabalhadores dependem diariamente do transporte público para chegar aos seus postos. Além disso, estudantes e pacientes que buscam tratamento médico encontram barreiras quase intransponíveis. Dessa forma, a nostalgia pela antiga empresa de ônibus não representa apenas saudosismo; ela reflete a carência de uma política pública de mobilidade digna para o sertão.
Atualmente, o transporte alternativo tenta suprir a demanda crescente, mas nem sempre oferece a previsibilidade necessária para o trabalhador. Por outro lado, os horários reduzidos limitam severamente a liberdade de escolha da população. Certamente, essa precariedade evidencia o descaso das autoridades com o interior cearense. Portanto, discutir a mobilidade urbana em Pentecoste torna-se urgente para garantir o desenvolvimento social da nossa região.
Memória Viva: De quem você se lembra?
As viagens no “ônibus da Brasileiro” guardam histórias que o tempo não apaga. Aqueles veículos não transportavam apenas pessoas, mas também sonhos e esperanças de quem buscava a capital ou cidades vizinhas. Devido a isso, queremos ouvir você, leitor do blog, para resgatarmos juntos essa identidade.
Participe conosco nos comentários:
- De qual motorista marcante você se lembra naquelas rotas?
- Qual cobrador ou trocador sempre atendia o povo com atenção?
- Qual era o seu horário preferido para viajar naquela época?
Em suma, precisamos de soluções imediatas para que o transporte coletivo retorne com dignidade. Enquanto isso não acontece, restam as lembranças de um tempo onde viajar era um direito exercido plenamente. Esperamos que os gestores públicos olhem para essa demanda e devolvam ao povo o acesso facilitado aos municípios vizinhos.