Segundo a Polícia, os três homens agiam em outros Estados negociando o dinheiro com comerciantes
De acordo com a Polícia, os suspeitos costumavam colocar cédulas verdadeiras, como a primeira de cada maço, para enganar quem comprava. O delegado do 34ºDP afirmou que a impressão das notas era de boa qualidade ( FOTO: JL ROSA )
Três pessoas foram presas na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, com duas malas cheias de dinheiro falso. Os maços de notas de R$ 100 contabilizaram R$ 1,7 milhão. De acordo com o delegado Romério Almeida, titular do 34ºDP (Centro), o trio preso na última quarta-feira (13) vendia R$ 1 milhão por R$ 500 mil. Eles agiam juntos há anos, inclusive em outros Estados do Nordeste, conforme a Polícia.
Segundo os próprios suspeitos confessaram à Polícia, o dinheiro teria sido impresso no Estado de Alagoas e entregue a eles por um homem a quem identificaram apenas como ‘Fábio’. Os presos disseram também que ultimamente estiveram em Teresina, no Piauí; e em Maceió, no Estado de Alagoas, para vender as notas falsas e teriam conseguido realizar as negociações.
“Eles viviam disso. Viajavam para diminuir as chances de serem presos pela Polícia e aproveitavam para aplicar o golpe onde chagavam. Um deles age neste tipo de crime, o estelionato, há décadas”, afirmou o delegado Romério Almeida.
O titular do 34º DP revelou que Francisco Monteiro, 65, preso outras três vezes por estelionato; José Dias, que não tinha antecedentes criminais; e Francisco Ilânio Bandeira Silva, 53, também já detido por estelionato, percorriam as Capitais nordestinas oferecendo dinheiro falso, principalmente a comerciantes. Porém, desta vez fizeram a oferta a um comerciante que denunciou ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) que estava sendo vítima de uma tentativa de estelionato.
Os agentes do DIP fizeram uma campana e prenderam três dos quatro homens que estavam no carro, onde o dinheiro falso foi encontrado. A Polícia segue à procura do quarto suspeito.
O delegado do 34ºDP afirmou que a impressão das notas era de boa qualidade e que elas poderiam ser repassadas facilmente no comércio. No entanto, todo o dinheiro tinha o mesmo número de série. Portanto, quem tiver notas de R$ 100 com a numeração AA007416453 deve procurar a Polícia e denunciar de onde recebeu.
“Quem compra dinheiro falso também pratica um crime. É o que a Lei trata como dolo bilateral. Precisamos de denúncias de vítimas para saber quem pode ter comprado as notas falsas e estaria repassando aqui em Fortaleza. Os comerciantes que compraram as notas falsas para repassar aos clientes poderão ser indiciados por uso de dinheiro falso”, explicou Almeida.
Golpe
O delegado disse que os suspeitos costumavam colocar notas verdadeiras como a primeira de cada maço para enganar quem comprava sobre a aparência das notas faltas com as legítimas. Outra maneira de convencer os compradores era dizer que o dinheiro não havia sido declarado e estava sendo ‘vendido’.
“Eles diziam o que era mais conveniente para conseguir a venda. Algumas pessoas depois percebiam que tinham sido enganadas, porque as notas pareciam reais, mas nem tanto. Não denunciavam porque sabiam que seriam implicadas e acabavam jogando o dinheiro fora para não serem flagrados pela Polícia”.
Diário do Nordeste