UMA AUTOESTIMA PARA O ANO QUE SE RENOVA

Fica proibido
proibir
!

As minhas crônicas
incomodam… Mas acho que o mais incômodo ainda seja a imposição de tantos que
no seu instinto selvagem e insensato abrigam no seu seio, o nome do altíssimo
para prevaricação. Porque impotentes são os que creem e perambulam no seu faz
de conta. O Blog me abraçou e nesse abraço caloroso senti que o mesmo nunca
censurou minhas publicações. Mesmo desvirtuando o real do absolutismo quando a
palavra proferida não seja intencional.

E foi assim que a sua liberdade de expressão me deixou
fluir. Deixando-me à vontade. Certo de que no seu dever de publicar seja
proibido proibir! E assim o fiz… Falei de amor, política, sociedade, datas
comemorativas, sexo e drogas, abordei temas diversos ao longo de todos esses
anos e, assim como qualquer cronista, sempre estive à vontade para escrever sem
comprometer ou ser comprometido por alguém. Mas foi justamente quando falei de
religião que quiseram me cercear.

 Agora me pergunto:
Tudo isso porque questionei os maus costumes impregnados na religiosidade de um
povo? Agora me neguem uma oração se caso esteja errado! Até me reservei um
pouco diante de tamanho absurdo, (porque um venturoso tentou calar minha voz?),
mas calar-me jamais, porque a religiosidade do nosso povo é uma cultura e no
ímpeto deve ser questionada e em outros casos blindada. Mas longe da fome dos
insaciados.

A Crônica “Religião: Não seja somente mais um incrédulo.”
tomou rumos diferentes, mas ganhou seguidores e contrários. Em relação a sua
forma consciente de opinar ou vice versa. Mesmo depois de ser sabatinada pela força
midiática que lidera as igrejas do Brasil (os tocadores de rebanhos). Que da
mesma forma que marcam o seu gordo gado em seu curral, também tentam marcar os
seguidores ao alcance das suas rédeas. Aí sim, merece uma misericórdia… E
para compreender a ação do homem na sociedade, volto a me perguntar?  Será que a literatura sagrada está ensinando
a roubar e o alcorão a matar, matar, e matar?…

E quanto aos questionamentos sobre o que escrevi, por algum
dos estereótipos em seu bojo, me resguardo. Mas não retiro uma vírgula sobre o
que publiquei. Porque ser taxado de idiota, ateu, autor de abobrinhas em nada
me diminui, só me acrescenta, quanto aos momentos de reflexões que o texto
possa levar a esses homens de fé. De certa forma, até entendo essa manobra,
esse desconforto, sobretudo por colocar em risco os seus salários que nada
mais, nada menos dependem das arrecadações dos seus templos, mesmo nesses tempos
de crise. Teve até um dos servos de “deus” que sugeriu a redação do blog
censurar a minha crônica do mês.  Agora
me comprem um bode que as minhas ovelhas estão magras demais. Será que podemos
chamar isso de censura em pleno século XXI?

É que em vez de atrair a ovelhada sentenciei às mesmas o
direito de pensar. E isso compromete acordo nos bastidores. E por ser o meu
apelo um grito de alerta para a perda de alguns fiéis, os seus rendimentos
possam ser comprometidos. Nesse caso, ou em outros casos, se esse texto em si
fosse uma peça-chave para abrir as portas do céu ou trouxesse vida eterna para
o dizimo, líderes religiosos não me evitariam e em vez de louco, Gonzaga
Barbosa seria gênio. Quem sabe um Roberto Pompeu de Toledo em suas crônicas
personalizadas.

Sei que virão outras crônicas e que os meus leitores e do
Blog Noticias de Pentecoste, possam mensurar o nosso compromisso com aqueles
que nos acompanham e degustam de uma boa literatura, sem inverdades ou movidas
por paixões extremas. É que, longe de nós, essa sensação distinta de sermos
extraídos pelo consumismo ou pelo existencialismo dos mandatários de parte das
religiões. Agora lhes pergunto: desde quando, opinar é crime?

Aos leitores da CRÔNICA DO MÊS, um 2016 cheio de paz, amor e
prosperidade. E que os nossos aprendizados sejam mais fortalecidos pelos nossos
ideais nesse ano que, à priori, se renova. FELIZ ANO NOVO!

Gonzaga Barbosa em a crônica do
mês

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