Aliados se voltam contra deputado

MARÍLIA CAMELO
Perboyre tentava desmentir ameaças de Cid, quando manifestantes ficaram de costas
Na entrada principal da Assembleia Legislativa, o policiamento impedia o acesso de manifestantes às dependências da Casa. Parte dos militares ocupou as galerias do plenário, onde já estavam também estudantes da rede pública estadualWagner Sousa só teve a chance de responder às críticas dos colegas na AL por três minutos, durante o Pela Ordem
A base governista se voltou, ontem, contra o opositor Wagner Sousa (PR) em uma sessão plenária marcada por inúmeras críticas à postura do parlamentar ao incentivar a manifestação de policiais militares durante visita dos deputados às obras do Metrofor, no último sábado, com a presença do governador Cid Gomes. O deputado Welington Landim chegou a defender uma representação no Conselho de Ética contra o colega.
Pelo menos 15 deputados estaduais se pronunciaram na sessão de ontem sobre o incidente envolvendo manifestantes da Polícia Militar e o governador do Ceará, quando policiais cercaram o carro conduzido por Cid, após ele recusar o pedido do deputado Wagner Sousa para receber uma comissão de manifestantes com o intuito de discutir melhorias salariais à categoria.
O primeiro a levar o assunto à tribuna da Casa foi o deputado Carlomano Marques (PMDB). Em um pronunciamento de 45 minutos, o parlamentar lamentou o “mesquinho acontecimento” de sábado, considerando que foram feridas “a dignidade da Assembleia e a confiança da população cearense”. Ele ainda acusou Wagner Sousa de ter interesse eleitoreiro na situação.
“Muitas vezes a pessoa quer ajudar e atrapalha com propostas vazias e exigências infantis, em nome de uma corporação que muitas vezes não representa porque não é o seu objeto principal”, disparou. Para Carlomano, Wagner Sousa pôde escolher entre ir à manifestação dos policiais, que considera legítima, ou cumprir a missão parlamentar. Mas, segundo ele, preferiu protagonizar um ato “mesquinho”.
“Capitão Wagner quer tirar três couros de um bode só. Quer comandar a instituição, ser deputado e vereador”, criticou. Carlomano disse ainda que não é “lícito, verdadeiro e democrático” que o deputado do PR insulte a instituição a qual ele pertence 

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