Bruno do Flamengo evitou morte do bebê, depois de assistir à execução de Eliza

Macarrão queria a morte de Eliza e do bebê, mas o goleiro teria impedido que a criança também fosse assassinada e jogada aos Rottweilers. Depois do crime, retornaram ao sítio e, às 3h do dia 10, queimaram a mala vermelha, com os pertences de Eliza, ao lado da cisterna. Os investigadores confirmaram, com depoimentos e exames, que as roupas encontradas no local eram dela. De acordo com X, Bruno foi o único a não demonstrar nervosismo, após todo esse processo. O goleiro sentou na área de lazer da propriedade para tomar cerveja.

— No dia 8, enquanto acontecia uma pelada, a caixa de som foi levada da área de churrasco para o quarto. Assim, ninguém poderia escutar gritos. Enquanto Eliza estava no quarto, ferida, eles batiam nela e a obrigavam a falar o que eles queriam. Na ligação do dia 9, para uma amiga de São Paulo, foi forçada a dizer que estava tudo bem — revelou Edson Moreira.

O jogo investigativo teve dois lances fundamentais. No primeiro tempo, o depoimento de Sérgio Rosa Camelo. Na etapa complementar, as revelações de X. Apreendido após uma denúncia de seu tio, foi ele quem levou agentes da Divisão de Homicídios do Rio e da Delegacia de Homicídios de Contagem ao local do crime. Antes, X havia feito uma planta da casa, que bateu com o que foi visto. Dentro de um dos cômodos, descreveu o que havia ocorrido ali, na noite de 9 de junho.

— A narrativa é verídica e casou com as investigações que existiam até então. Estou chocado com a monstruosidade desse crime — afirmou Moreira, apitando o fim da partida mais importante de um campeonato que ainda não terminou. (Jornal Extra – Rio)

 

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