Casos da doença da urina preta é investigado no Ceará

Síndrome de Haff, mais conhecida como “doença da urina preta“, comumente relacionada a uma toxina presente em determinados peixes e crustáceos.

📷Foto: Reprodução

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) investiga no Estado dois casos suspeitos da síndrome de Haff, mais conhecida como “doença da urina preta”. Os dois casos foram registrados em Fortaleza.

Os pacientes, que não pertencem à mesma família, foram internados em hospitais privados da capital cearense após ingerirem peixe da espécie arabaiana. 


A Secretaria de Saúde informou que os pacientes já receberam alta médica.


O que é Síndrome de Haff?

De acordo com a SMS, a doença da “urina preta”, a Síndrome de Haff, é uma infecção bacteriana relacionada à ingestão de peixe cru ou cozido. A bactéria é transmitida através do consumo de uma toxina que fica na carne.


A doença é caracterizada pela destruição das proteínas musculares, provocando sintomas como a perda da força física, dor muscular, desmaios, febre e urina escura.


A forma como o animal é contaminado pela toxina que provoca a doença, no entanto, não é consenso entre especialistas. Alguns infectologistas dizem que a toxina é gerada pelo mau acondicionamento do pescado, mas outros afirmam que a toxina vem de algas consumidas pelo animal.

Sintomas da doença:

  • Urina cor de café;
  • Falta de ar;
  • Dormência;
  • Perda de força no corpo.


Os estudos científicos publicados até o momento sobre a doença no Brasil relatam que os casos aconteceram após a ingestão de tambaqui, olho de boi, badejo, pacu-manteiga, pirapitinga e arabaiana — este último foi o peixe ingerido pela veterinária.
O peixe contaminado, mesmo cozido, pode desencadear a síndrome, e não apresenta gosto diferente do habitual. Nem todo peixe das espécies citadas é responsável pela infecção, que é considerada rara.


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