Para os peritos da Polícia Civil do Ceará, o equipamento que levava o grupo de quatro pessoas na descida do brinquedo ultrapassava em 23,4% o peso permitido. O peso dos quatro integrantes somados atingiu 395 quilos, quando o máximo permitido é de 320 quilos.
Em 2011, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou a seguradora do complexo aquático pela morte de uma criança. Em janeiro de 2002, Renan Júlio Osterno Rodrigues da Silva, 7 anos, afogou-se após ser sugado por um ralo de um rio artificial. No processo, a família afirmou que pediu socorro aos instrutores do parque, mas não foi atendida. Turistas que estavam no local que teriam socorrido a criança. Foi acionada ajuda externa, mas a ambulância só teria chegado após a morte do garoto.
Os desembargadores determinaram que a seguradora do parque, Companhia de Seguros Aliança da Bahia, indenizasse a família da criança em 300 salários mínimos, R$ 114 mil à época. Além disso, ordenou o pagamento mensal de uma pensão. O Beach Park recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte negou a apelação em 2013 e manteve a condenação feita pela Justiça cearense.
Acidentes
Em 2014, o Beach Park foi condenado a pagar R$ 102,6 mil por danos morais, estéticos e materiais para uma turista. Ela teria quebrado o fêmur ao descer em um dos brinquedos do complexo aquático em 2010. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara Cível do TJCE. Segundo a vítima, o parque não teria prestado atendimento médico-hospitalar. O Beach Park nega. A empresa alega que a turista foi atendida no ambulatório do complexo.
A turista alegou que, no momento do acidente, a piscina encontrava-se cheia e as ondas da atração Maremoto estavam mais fortes que o normal. No processo, a mulher disse ter precisado de alimentação especial e passou três meses sem mastigar. O Beach Park negou qualquer alteração do brinquedo no momento do acidente.
Em nota, a empresa afirma que os dois processos relacionados aos acidentes não têm decisão definitiva. O parque informa ainda ter recorrido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso do menino de 7 anos. Leia a íntegra do comunicado:
“O Beach Park esclarece que os processos de 2014 e do ano passado ainda estão em trâmite legal, e o de 2011 já foi liquidado. Além disso, a empresa reforça seu compromisso prioritário com a segurança e a integridade de seus visitantes por meio de treinamentos diários com toda a sua equipe, e informa que seus esforços atuais estão voltados ao acidente ocorrido no último dia 16, dando todo suporte à família da vítima e colaborando com os órgãos responsáveis pela apuração pericial.”
Fonte: Ceará News
