Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal tentou atacar a família e o cão de estimação por “várias vezes”. O animal havia mordido frutas, mas sem se alimentar, e “demonstrava irritabilidade e agitação anômala”.
Durante o resgate, os agentes usaram uma rede para imobilizar o bicho, que foi levado ao Centro de Zoonoses municipal para a investigação do contágio por raiva.
Segundo a médica veterinária, Liliane de Oliveira, o sagui ficará em observação durante 15 dias para realizar o diagnóstico.
CENÁRIO NO ESTADO
De 2007 a 2016, houve cinco óbitos por raiva humana no Ceará, registrados nos municípios de Camocim (mordida de um sagui, em 2008), Chaval (cão, em 2010), Ipu (sagui, 2010), Jati (sagui, 2012) e Iracema (morcego, 2016).
Há sete anos sem registrar óbito por raiva humana, a Sesa confirmou em maio deste ano um novo óbito pela doença. Um agricultor do município de Cariús, de 36 anos, foi agredido por um sagui em fevereiro deste ano. A procura por atendimento só ocorreu no fim do mês de abril, após o início dos sintomas da doença.
