Moraisinho responde por 7 crimes, diz Procap

O empresário Raimundo Morais Filho, o “Moraisinho”, é acusado de envolvimento em licitações fraudulentas em cidades do Interior do Ceará
O empresário Raimundo Morais Filho, conhecido como Moraisinho, deve responder por pelo menos sete crimes, segundo informou a Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap). Moraisinho e seu grupo é acusado dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, falsidade ideológica, falsidade de documento público, formação de quadrilha e fornecimento de dados falsos em banco de dados da administração pública.
Estes são os crimes atribuídos ao grupo de Moraisinho com envolvimento das prefeituras de Senador Pompeu, Pacatuba e Nova Russas – municípios em que o Ministério Público Estadual (MPE) já constatou a ocorrência dos crimes e denunciou ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), apontando a participação de gestores e ex-gestores. O empresário líder do esquema, porém, já está preso em Fortaleza, conforme O POVO mostrou com exclusividade no último sábado.
Apesar de já ter sido detectada a atuação do esquema de Moraisinho em três municípios – o que resultou, inclusive, em denúncia contra gestores e ex-gestores – a ocorrência de crimes em outras prefeituras não está descartada. Segundo o promotor de Justiça Luiz Alcântara, existem investigações ocorrendo em “dezenas” de outras cidades do Interior. Além disso, o esquema de Moraisinho é apenas um dos três já desvendados pela Procap.
Outro esquema, que seria liderado pelo ex-prefeito de Tianguá, Gilberto Moita – preso em 28 de junho – teria participação em fraudes em licitação para transporte escolar. Um outro caso, que resultou no pedido de prisão do prefeito Ibaretama, Francisco Edson Morais, funcionaria através da contratação de empresas fantasmas de transporte. O próprio Moraisinho, depois de preso, já afirmou ao O POVO que existem “mil Moraisinhos” pelo Ceará.
Tais esquemas ocorreram de forma independente, segundo a Procap, mas há um modus operandi similar em muitos dos casos já denunciados ou ainda em investigação.
Nota
O Conselho das Secretarias de Saúde do Ceará publicou nota em defesa da secretária de saúde de Senador Pompeu, Luiza Lucélia Saraiva, que teve prisão preventiva decretada. O Cosems disse que a instituição espera que a honra de Lucélia seja restabelecida.
O Povo

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