Nesta terça-feira (9/12) a AssembléiaLegislativa do Ceará (ALCE) será palco da entrega do prêmio Frei Tito de
Alencar de Direitos Humanos 2014. O homenageado deste ano será o Padre Haroldo
Bezerra Coelho (in memorian). A solenidade está prevista para as 15h, no
Plenário 13 de maio da ALCE. A homenagem atende a solicitação da presidente da
Comissão de Direitos Humanos da ALCE, deputada estadual Eliane Novais (PSB).
Além do Prêmio, na ocasião também serão
lançadas a Coletânea de Direitos Humano, organizada pela deputada Eliane
Novais, Joelma Maria Freitas, Maria Elisete Mota de Oliveira e o livro “Um
Homem Torturado:nos passos de Frei Tito de Alencar”, de Leneide Duarte – Plon e Clarisse Meireles. Foi confirmada a
presença do Presidente da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo Rubens
Paiva, Deputado Adriano Diogo.
lançadas a Coletânea de Direitos Humano, organizada pela deputada Eliane
Novais, Joelma Maria Freitas, Maria Elisete Mota de Oliveira e o livro “Um
Homem Torturado:nos passos de Frei Tito de Alencar”, de Leneide Duarte – Plon e Clarisse Meireles. Foi confirmada a
presença do Presidente da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo Rubens
Paiva, Deputado Adriano Diogo.
Prêmio Frei Tito de Alencar
A outorga é concedida anualmente a umapessoa/entidade de destaque na atuação em defesa dos direitos humanos e da
cidadania e tem como objetivo lembrar a trajetória de Frei Tito de Alencar,
além de prestar uma homenagem a sua memória como exemplo de resistência,
engajamento e dignidade em favor dos injustiçados.
Programação
1) Entrega do
Prêmio de Direitos Humanos Frei Tito de Alencar ao Padre Haroldo Bezerra Coelho
“in
memorian”.
Prêmio de Direitos Humanos Frei Tito de Alencar ao Padre Haroldo Bezerra Coelho
“in
memorian”.
Mesa do Prêmio de Direitos Humanos, Frei Tito de
Alencar
Alencar
Previsão de Mesa:
1.
Dep.
Eliane Novais
Dep.
Eliane Novais
2.
Profa.
Lúcia Alencar – sobrinha do Frei Tito e Presidente do Instituto Frei Tito,
Membro da Comissão de Mortos e Desaparecidos no período da ditadura militar do
Ministério da Justiça
Profa.
Lúcia Alencar – sobrinha do Frei Tito e Presidente do Instituto Frei Tito,
Membro da Comissão de Mortos e Desaparecidos no período da ditadura militar do
Ministério da Justiça
3.
Sr.
Tadeu Robson de Araújo Coelho – Sobrinho do Pe. Haroldo Bezerra Coelho e
representante da família do Pe. Haroldo.
Sr.
Tadeu Robson de Araújo Coelho – Sobrinho do Pe. Haroldo Bezerra Coelho e
representante da família do Pe. Haroldo.
4.
Comitê
Memória, Verdade e Justiça do Ceará
Comitê
Memória, Verdade e Justiça do Ceará
5.
Parlamentares
presentes
Parlamentares
presentes
Obs: Quem vai receber a Placa, representando
o Padre Haroldo é o seu sobrinho, Tadeu
Robson de Araújo Coelho.
o Padre Haroldo é o seu sobrinho, Tadeu
Robson de Araújo Coelho.
2) Mesa do Lançamento do Livro “Um Homem Torturado: nos
passos de Frei Tito de Alencar”.
passos de Frei Tito de Alencar”.
Previsão de Mesa:
1.
Dep.
Eliane Novais – Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da
Assembleia Legislativa do Ceará
Dep.
Eliane Novais – Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da
Assembleia Legislativa do Ceará
2.
Leneide
Duarte – Plon e Clarisse Meireles – Autoras do livro
Leneide
Duarte – Plon e Clarisse Meireles – Autoras do livro
6.
Profa.
Lúcia Alencar – Profa. Lúcia Alencar – sobrinha do Frei Tito e Presidente do
Instituto Frei Tito, Membro da Comissão de Mortos e Desaparecidos no período da
ditadura militar no Brasil do Ministério da Justiça
Profa.
Lúcia Alencar – Profa. Lúcia Alencar – sobrinha do Frei Tito e Presidente do
Instituto Frei Tito, Membro da Comissão de Mortos e Desaparecidos no período da
ditadura militar no Brasil do Ministério da Justiça
3.
Padre Ermanno Allegri – Diretor Executivo da
Agência de Informação Frei Tito para América Latina (ADITAL)
Padre Ermanno Allegri – Diretor Executivo da
Agência de Informação Frei Tito para América Latina (ADITAL)
4.
Outras
autoridades presentes.
Outras
autoridades presentes.
3) Mesa do
Lançamento da “Coletânea de Direitos
Humanos” uma publicação da Assembleia Legislativa do Ceará/Comissão de
Direitos Humanos e Cidadania, organizada pela Deputada Eliane Novais, Joelma Maria Freitas e Maria Elisete Mota de
Oliveira.
Lançamento da “Coletânea de Direitos
Humanos” uma publicação da Assembleia Legislativa do Ceará/Comissão de
Direitos Humanos e Cidadania, organizada pela Deputada Eliane Novais, Joelma Maria Freitas e Maria Elisete Mota de
Oliveira.
1.
Dep.
Eliane Novais
Dep.
Eliane Novais
2.
Joelma
Maria Freitas e Maria Elisete Mota de Oliveira – Autoras organizadoras da
Coletânea de Direitos Humanos
Joelma
Maria Freitas e Maria Elisete Mota de Oliveira – Autoras organizadoras da
Coletânea de Direitos Humanos
3.
Outras
autoridades presentes
Outras
autoridades presentes
4.
Representante
do Escritório Frei Tito
Representante
do Escritório Frei Tito
Biografia
do Padre Haroldo Bezerra Coelho
do Padre Haroldo Bezerra Coelho
Biografia
do Padre Haroldo
do Padre Haroldo
José Haroldo Bezerra Coelho nasceu em
Fortaleza, no dia 24 de março de 1935 e
faleceu em Brasília, no dia 11 de janeiro de 2013. Foram 77 anos de lutas, de
fé e de grandes conquistas. Seu pai era
funcionário dos correios e sua mãe dona de casa, sendo o quinto filho de uma
família de seis homens e duas mulheres.
Fortaleza, no dia 24 de março de 1935 e
faleceu em Brasília, no dia 11 de janeiro de 2013. Foram 77 anos de lutas, de
fé e de grandes conquistas. Seu pai era
funcionário dos correios e sua mãe dona de casa, sendo o quinto filho de uma
família de seis homens e duas mulheres.
Aos 14 anos de idade entrou para o
Seminário Menor dos Padres Lazaristas, no Bairro de Antônio Bezerra, em Fortaleza. Após
terminar o colegial, o jovem cujo destino era ser um Lazarista foi morar em
Petrópolis, no Rio de Janeiro em 1955, onde se dedicou aos estudos filosóficos.
Seminário Menor dos Padres Lazaristas, no Bairro de Antônio Bezerra, em Fortaleza. Após
terminar o colegial, o jovem cujo destino era ser um Lazarista foi morar em
Petrópolis, no Rio de Janeiro em 1955, onde se dedicou aos estudos filosóficos.
No Rio de Janeiro, o jovem
seminarista teve a oportunidade de conhecer o padre dominicano Francês Thomas
Cardennal, que acabou exercendo forte influência entre os intelectuais do Rio
de Janeiro no final da década de 1950 e foi um dos primeiros religiosos a falar
em libertação dos pobres no Brasil, numa época em que nem se imaginava a
existência da Teologia da Libertação.
seminarista teve a oportunidade de conhecer o padre dominicano Francês Thomas
Cardennal, que acabou exercendo forte influência entre os intelectuais do Rio
de Janeiro no final da década de 1950 e foi um dos primeiros religiosos a falar
em libertação dos pobres no Brasil, numa época em que nem se imaginava a
existência da Teologia da Libertação.
O contato com as ideias do Frei
Cardennal e os estudos de filosofia acabaram ajudando o jovem Haroldo a
despertar para a missão de uma Igreja inserida na comunidade, ao lado dos
pobres e oprimidos pelo capitalismo. Em 1963, ordenou-se diácono pela Diocese
de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Quando explodiu o golpe militar em 1 de
abril de 1964, Pe. Haroldo se encontrava num seminário de Belo Horizonte. No
dia 29 de novembro de 1964 recebeu sua ordenação definitiva, na Igreja do
Sagrado Coração de Jesus, em Fortaleza.
Cardennal e os estudos de filosofia acabaram ajudando o jovem Haroldo a
despertar para a missão de uma Igreja inserida na comunidade, ao lado dos
pobres e oprimidos pelo capitalismo. Em 1963, ordenou-se diácono pela Diocese
de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Quando explodiu o golpe militar em 1 de
abril de 1964, Pe. Haroldo se encontrava num seminário de Belo Horizonte. No
dia 29 de novembro de 1964 recebeu sua ordenação definitiva, na Igreja do
Sagrado Coração de Jesus, em Fortaleza.
No dia 8 de dezembro de 1964 celebrou
sua primeira missa no Bairro de Antônio Bezerra. Permaneceu no Ceará até 1965,
em seguida exerceu a função de vigário cooperador numa Paróquia em Itacoara. Entre 1966 a 1971, assumiu a
Paróquia de Duas Barras, no Rio de Janeiro. Em Nova Friburgo, Padre
Haroldo teve liberdade para desenvolver um trabalho de base com os leigos, já
que lá predominava um grupo de padres progressistas, apoiados pelo bispo Dom
Clemente Isnard.
sua primeira missa no Bairro de Antônio Bezerra. Permaneceu no Ceará até 1965,
em seguida exerceu a função de vigário cooperador numa Paróquia em Itacoara. Entre 1966 a 1971, assumiu a
Paróquia de Duas Barras, no Rio de Janeiro. Em Nova Friburgo, Padre
Haroldo teve liberdade para desenvolver um trabalho de base com os leigos, já
que lá predominava um grupo de padres progressistas, apoiados pelo bispo Dom
Clemente Isnard.
Em 1971 foi morar na França, onde
fez pós-graduação na Universidade de Sorbonne. Permaneceu em Paris até dezembro
de 1979, quando retornou ao Brasil. Durante o ano de 1980 participou ativamente
nas assembleias de padres para compor o grupo dos progressistas, ao lado do
Padre Moacir de Aratuba, Padre José Maria Cavalcante, Padre Manfredo de
Oliveira, Padre Teixeira, Padre Fernando, Padre Gilson, Padre Gerardo, Padre
Túlio, Padre Manoel Couto, dentre outros.
fez pós-graduação na Universidade de Sorbonne. Permaneceu em Paris até dezembro
de 1979, quando retornou ao Brasil. Durante o ano de 1980 participou ativamente
nas assembleias de padres para compor o grupo dos progressistas, ao lado do
Padre Moacir de Aratuba, Padre José Maria Cavalcante, Padre Manfredo de
Oliveira, Padre Teixeira, Padre Fernando, Padre Gilson, Padre Gerardo, Padre
Túlio, Padre Manoel Couto, dentre outros.
De março de 1981 a janeiro de 1982
assumiu o cargo de vigário cooperador na Paróquia do Carmo. Em seguida foi
covidado por D. Aloísio Lorscheider para assumir a Paróquia de Nossa Senhora
das Graças do Pirambu, onde permaneceu até dezembro de 1985. No Pirambu, resgatou o trabalho do Padre
Hélio Campos, incentivou as CEBs, as pastorais e abriu a Igreja para os
Sindicatos e Movimentos Sociais. Padre Haroldo transformou o velho Pirambu no
centro da Teologia da Libertação.
De 1986 até os últimos dias de
vida, Padre Haroldo Coelho participou de várias lutas. Foi um grande Padre,
Político e defensor dos Direitos Humanos, do Socialismo e da Emancipação
Humana.
vida, Padre Haroldo Coelho participou de várias lutas. Foi um grande Padre,
Político e defensor dos Direitos Humanos, do Socialismo e da Emancipação
Humana.
Sobre
os livros que serão lançados na Sessão Solene
os livros que serão lançados na Sessão Solene
1. Coletânea de Direitos Humanos
A Assembleia Legislativa por meio da Comissão de
Direitos Humanos e Cidadania, lança a Coletânea de Direitos Humanos, a qual tem
como objetivo disponibilizar ao cidadão o acesso irrestrito ao cabedal de
informações jurídicas na área de direitos humanos, enumerando os mais diversos
pontos de reflexão numa abordagem sistêmica em uma única fonte de consulta.
Direitos Humanos e Cidadania, lança a Coletânea de Direitos Humanos, a qual tem
como objetivo disponibilizar ao cidadão o acesso irrestrito ao cabedal de
informações jurídicas na área de direitos humanos, enumerando os mais diversos
pontos de reflexão numa abordagem sistêmica em uma única fonte de consulta.
Nesse sentido, a Coletânea de Direitos Humanos foi
dividida em cinco volumes. O volume I trata dos Atos Internacionais; o volume
II, da Legislação sobre Gênero e
Diversidade Sexual; o volume III, refere-se às Gerações: Infância,
Adolescência, Juventude e Idoso; o volume IV versa sobre Raça e Etnia; o volume
V, sobre pessoas com deficiência. A partir desse trabalho, os profissionais que
atuam nos segmentos contemplados pelas
publicações terão ao seu dispor, mais uma ferramenta de consulta, e o cidadão,
acesso às informações referentes aos seus direitos previstos na lei.
dividida em cinco volumes. O volume I trata dos Atos Internacionais; o volume
II, da Legislação sobre Gênero e
Diversidade Sexual; o volume III, refere-se às Gerações: Infância,
Adolescência, Juventude e Idoso; o volume IV versa sobre Raça e Etnia; o volume
V, sobre pessoas com deficiência. A partir desse trabalho, os profissionais que
atuam nos segmentos contemplados pelas
publicações terão ao seu dispor, mais uma ferramenta de consulta, e o cidadão,
acesso às informações referentes aos seus direitos previstos na lei.
2. Um Homem
Torturado: nos passos de Frei Tito de Alencar
Torturado: nos passos de Frei Tito de Alencar
Autoras: Leneide Duarte-Plon e Clarisse Meireles
Editora Civilização Brasileira
Estudante de Filosofia da USP,
onde participava ativamente do movimento estudantil, Tito chegou a ter momentos
de dúvida e de incerteza sobre a possibilidade de conciliar Marx e Cristo. Com
outros frades dominicanos, aliou-se à Ação Libertadora Nacional, de Carlos
Marighella, dando apoio logístico à organização.
onde participava ativamente do movimento estudantil, Tito chegou a ter momentos
de dúvida e de incerteza sobre a possibilidade de conciliar Marx e Cristo. Com
outros frades dominicanos, aliou-se à Ação Libertadora Nacional, de Carlos
Marighella, dando apoio logístico à organização.
Perseguido, Frei Tito foi preso e submetido a duras
sessões de tortura. Em setembro de 1974, o corpo do frade de 28 anos foi visto
por um camponês, pendendo de uma árvore, perto de uma área inóspita, às margens
do rio Saône. Tito preferiu a morte a ter de viver com o fantasma da tortura.
Para seguir os passos de Tito de Alencar Lima desde o
dia em que foi preso até o dia de seu suicídio, em 1974, na França, as autoras
entrevistaram alguns militantes que estiveram presos com ele em São Paulo, o
psicanalista que o assistiu, além de terem conversado com um dos principais
personagens atuantes
na história de Tito: Frei
Betto.
Betto.
Além disso, ouviram alguns dos
69 prisioneiros políticos que deixaram o Brasil junto com Tito, no voo para
Santiago, trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico Bücher, em janeiro de
1971. O corpo do Frei Tito veio para o Brasil em 1983 e hoje repousa em
Fortaleza.
69 prisioneiros políticos que deixaram o Brasil junto com Tito, no voo para
Santiago, trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico Bücher, em janeiro de
1971. O corpo do Frei Tito veio para o Brasil em 1983 e hoje repousa em
Fortaleza.
Serviço
Evento: Premio Frei Tito de Direitos
Humanos 2014
Dia: 9 de dezembro
Hora: 15h
Local: Plenário 13 de maio da ALCE
Contatos: 3277. 2560 – 8711. 3725