Prédio desabou na avenida Sgto. Hermínio em fevereiro de 2011 (Foto: Luciano Paulo/TV Jangadeiro)
Reportagem Marlos Araújo
Alguns prédios do Centro de Fortaleza correm o risco de desabar. A afirmação foi feita pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (Crea-CE), Victor Frota, em entrevista ao PortalJangadeiro Online nesta quinta-feira (26).
Victor disse que uma tragédia semelhante a do Centro da cidade do Rio de Janeiro não é descartada na Capital cearense, porque não há controle da qualidade e da conservação dos prédios. “Não existe legislação específica determinando a periodicidade de vistorias e fiscalização nas construções”, afirmou.
Segundo o presidente do Crea-CE, que também é engenheiro, no futuro, uma marquise, alvenaria ou revestimento pode atingir alguma construção vizinha e até pedestres que transitam pelas ruas de Fortaleza.
Incêndio
Victor Frota apontou o incêndio em seis lojas na Rua Castro e Silva no dia 14 de janeiro como um dos indícios da péssima manutenção dos prédios no Centro da cidade. “As obras mal feitas, acúmulo de materiais e intervenções na rede elétrica colaboram com os acidentes”, explicou.
O presidente o Crea-CE também alertou para as construções inacabadas em várias partes da cidade. “Os esqueletos de prédios podem ocasionar grandes tragédias, pois não há fiscalização suficiente”.
O que pode ser feito?
Victor Frota disse que a melhor forma de evitar uma acidente grave é a prevenção. Ele alertou que a Prefeitura de Fortaleza, por meio das Regionais, possui o cadastro imobiliário da cidade. O engenheiro disse que o Crea-CE está à disposição dos órgãos administrativos e legislativos para elaborar uma legislação eficaz para a fiscalização dos prédios.
O Jangadeiro Online pesquisou se algum projeto de lei que diz respeito à fiscalização em prédios de Fortaleza tramita na Câmara dos Vereadores. Após pesquisa, nenhum projeto foi encontrado.
Indícios de deterioração
Como engenheiro, Victor Frota disse que a população pode ficar alerta às danificações em prédios. Fissuras em vigas, pilares, alvenarias, queda de reboco e ferragens expostas são alguns sinais graves de deterioração.
“Caso o morador não se sinta completamente seguro, ele deve procurar o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil ou órgãos da Prefeitura para denunciar a situação de risco”, explicou. Victor concluiu a entrevista fazendo uma análise geral dos problemas estruturais nos prédios de Fortaleza: “Ficar como está é um risco”.
Confira reportagem do Jornal Jangadeiro sobre o assunto:
Fonte Jangadeiro Online