Radialista Nogueira Filho denuncia em seu programa de rádio a aplicação de veneno (herbicida) nas ruas de Pentecoste

O conceituado radialista Nogueira Filho falou ainda há pouco em seu Programa de rádio na 98,7 FM que as ruas de Pentecoste estão ficando amareladas por conta do “veneno” que estão aplicando para matar as gramas.

Vale lembrar que o radialista está coberto de razão, pois esse tipo de trabalho que está sendo realizado pela Prefeitura de Pentecoste não passa de mais um crime ambiental.

Para recordar há alguns dias a vereadora Dra. Valéria também denunciava em seu Blog

VEJAMOS A MATÉRIA:

PENTECOSTE: ADMINISTRAÇÃO PÕE EM RISCO SAÚDE PÚBLICA

O prefeito de Pentecoste, senhor João Bosco Pessoa Tabosa está fazendo uso de agrotóxicos para o controle de plantas daninhas de nossa cidade.

Nos últimos dias o prefeito colocou nas ruas uma espécie de trator e vem usando veneno nas ruas com o intuito de fazer a capina química.

Ocorre, que, a ANVISA proíbe capina química nas cidades, para o controle de plantas daninhas em áreas urbanas especialmente em praças, jardins públicos, canteiros, ruas e calçadas.

Segundo a ANVISA, os produtos que visam alterar a composição da fauna ou da flora, com a finalidade de preservá-las da ação de seres vivos considerados nocivos, são definidos nos termos da legislação vigente (Lei nº. 7.802/89) como produtos agrotóxicos, tanto quando se destinam ao uso rural ou urbano.

São produtos essencialmente perigosos e sua utilização, mesmo no meio rural, deve ser feita sob condições de intenso controle, não apenas por ocasião da aplicação, mas também com o isolamento da área na qual foi aplicado.

Justificam tal conclusão, entre outras, as seguintes condições:

1. Durante a aplicação de um produto agrotóxico, se faz necessário que o trabalhador que venha a ter contato com o produto, utilize equipamentos de proteção individual. Em áreas urbanas outras pessoas como moradores e transeuntes poderão ter contato com o agrotóxico, sem que estejam com os equipamentos de proteção e sendo impossível determinar-se às pessoas que circulem por determinada área que vistam roupas impermeáveis, máscaras, botas e outros equipamentos de proteção.

2. Em qualquer área tratada com produto agrotóxico é necessária a observação de um período de reentrada mínimo de 24 horas, ou seja, após a aplicação do produto, a área deve ser isolada e sinalizada e, no caso de necessidade de entrada no local durante este intervalo, o uso de equipamentos de proteção individual é imperativo. Esse período de reentrada é necessário para impedir que pessoas entrem em contado com o agrotóxico aplicado, o que aumenta muito o risco de intoxicação.

Em ambientes urbanos, o completo e perfeito isolamento de uma área por pelo menos 24 horas é impraticável, isto é, não há meios de assegurar que toda a população seja adequadamente avisada sobre os riscos que corre ao penetrar em um ambiente com agrotóxicos, principalmente em se tratando de crianças, analfabetos e deficientes visuais.

3. É comum os solos das cidades sofrerem compactação ou serem asfaltados, o que favorece o acúmulo de agrotóxico e de água nas suas camadas superficiais. Em situação de chuva, dado escoamento superficial da água, pode ocorrer a formação de poças e retenção de água com elevadas concentrações do produto, criando uma fonte potencial de risco de exposição para adultos, crianças, flora e fauna existentes no entorno.

Cabe ressaltar neste ponto que crianças, em particular, são mais sujeitas às intoxicações em razão do seu baixo peso e hábitos, como o uso de espaços públicos para brincar, contato com o solo e poças de água como diversão.

4. Em relação à proteção da fauna e flora domésticas ou nativas, é importante lembrar que cães, gatos, cavalos, pássaros e outros animais podem ser intoxicados tanto pela ingestão de água contaminada como pelo consumo de capim, sementes e alimentos espalhados nas ruas.

5. Por mais que se exija na jardinagem profissional o uso de agrotóxicos com classificação toxicológica mais branda, tal fato não afasta o risco sanitário inerente à natureza de tais produtos.

Por oportuno, importa ainda observar que há, no mercado, produtos agrotóxicos registrados pelo Instituto Nacional do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)identificados pela sigla “NA” como agrotóxicos de uso Não-Agrícola.

No entanto, essa identificação, ao contrário do que possa parecer á primeira vista, não significa a autorização da utilização de tais produtos em área urbana. Os produtos registrados pelo IBAMA apenas podem ser aplicados em florestas nativas, em ambientes hídricos (quando assim constar no rótulo) e outros ecossistemas (além de vias férreas e sob linhas de transmissão).

Dessa forma, a prática da capina química em área urbana não está autorizada pela ANVISA ou por qualquer outro órgão, não havendo nenhum produto agrotóxico registrado para tal finalidade.

Sabemos que utilizar a máquina venenosa gera uma grande contenção de gastos para a administração, no entanto a saúde da população há de ser a maior preocupação de um gestor público que se preze.

Diante do explicitado, esperamos que o prefeito municipal suspenda imediatamente o uso da capina química nas áreas urbanas e rurais do nosso município, haja vista que comprovadamente causa grande mal a saúde da população e ofende de morte o meio ambiente.

A título de precaução estamos denunciando o mal uso da máquina administrativa aos órgãos competentes.

Vereadora Dra. Valeria.

Fonte: http://vereadoravaleria.blogspot.com/2011/04/pentecoste-administracao-poe-em-risco.html

Postado por VEREADORA DRA. VALÉRIA às 16:08

1 comentários:

roberto disse…

NO LIMITE DA IRRESPONSABILIDADE, sendo até brando, é o que podemos dizer. Será que a Secretaria de Saúde e a do Meio Ambiente concordaram com essa atitude danosa, irresponsável,incoveniente e criminosa? Será que simplesmente “calangaram”, apenas balançando a cabeça e sempre concordando tolerantemente com atitudes impensadas, a toque de caixa? Ou será, mesmo, que sequer participam de reunões quando se tomam decisões administrativas de tamanha vuntuosidade? Dra Valéria, além da Vossa autoridade, vamos pedir socorro a mais quem? “SOCORRROO, Ibama… SOCORROOO, Greenpeace, SOCOOORROOO, Meninas Superpoderosas!!!!” Estou repassando esta matéria via e-mail para o Greenpeace, do qual sou filiado há 04 anos. “A NATUREZA OFERECE TUDO PARA AS NECESSIDADES DE TODOS, NÃO PARA SUA VORACIDADE E DESRESPEITO”

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