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Não mencionou diretamente o caso dos banheiros (não) construídos em Pindoretama, mas fez o que se esperava desde terça-feira: se expôs para se defender – embora não se possa dizer que a fala tenha tido efeitos positivos nem mesmo para convencer correligionários, como Fernando Hugo e João Jaime, que aderiram a pedido de CPI para apurar o caso.
Também não falou da situação do pai, que teve de se afastar do comando do Tribunal de Contas do Estado. Detalhe: os únicos tucanos que o apartearam para acudi-lo, José Teodoro, Nenem Coelho e Cirilo Pimenta, estão com um pé fora do partido.
A questão, porém, é que a defesa do Téo Menezes não poderá se limitar ao discurso. Terá de reunir provas. Não para a Assembleia, que provavelmente não abrirá CPI para investigar a situação do quarto secretário da Mesa Diretora e do pai dele, o ex-deputado e presidente afastado do TCE, Teodorico Menezes, mas para o Ministério Público e a Justiça.
A oratória ficará para os anais da casa. Só isso.
Dois deputados, Manuel Duca (PMDB) e Perboyre Diógenes (PSL), não pouparam adjetivos para elogiar Téo Menezes.
Já o correligionário Fernando Hugo jogou pesado, justificando ter assinado pedido de CPI por considerar que “o fato existe”
Resultado: Téo pai e Téo filho podem agora avaliar os sentimentos nutridos por integrantes do seu próprio partido. Ficam se quiser.”
Fonte: Comunicado – Diário do Nordeste