Unesco condena assassinato de jornalistas no Brasil

Órgão pediu proteção da liberdade de imprensa no País; segundo dados, desde 2002 foram mortos 11 jornalistas e funcionários da imprensa brasileira
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou nesta segunda-feira o assassinato de dois jornalistas no Brasil e pediu que esses crimes sejam esclarecidos para proteger a liberdade de imprensa. 
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Os jornalistas são Mario Randolfo, editor do site “Vassouras na NET”, baleado junto com sua esposa em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro, no último dia 8, e Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, redator-chefe do “Jornal da Praça” e diretor do site “Mercosul News”, que recebeu um disparo mortal quatro dias mais tarde em Ponta Porã, perto da fronteira com o Paraguai.
“Esses crimes são inaceitáveis e constituem um ataque intolerável à profissão do jornalismo e ao direito humano fundamental da liberdade da palavra”, afirmou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em comunicado. A responsável pela agência da ONU pediu “uma investigação exaustiva sobre os crimes”, porque “é essencial que os jornalistas possam continuar informando sem temer por suas vidas e a segurança de seus familiares”. Segundo os cálculos da Unesco, desde 2002 foram assassinados 11 jornalistas e funcionários da imprensa no Brasil. 
A organização apoiou no ano passado um projeto de pesquisa sobre as características e funções dos meios de informação da União Europeia que operam em áreas violentas ou difíceis do Rio de Janeiro, que devem “ajudar aos profissionais desses meios a desenvolver seu trabalho com mais segurança”. Um ano antes, a Unesco formou 80 profissionais de rádios comunitárias em três regiões do Brasil, incluindo a região do Amazonas. 
Fonte: EFE

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